Entenda o vaivém da reforma da Previdência

Negociações intensas têm marcado a trajetória da reforma desde novembro

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 21h03

O governo intensificou nos últimos dias as negociações para tentar aprovar a reforma da Previdência, mas o processo de angariar apoio para votar as medidas é anterior a essa ofensiva. Entenda os principais movimentos envolvendo a reforma de novembro até agora.

8 de novembro

Texto possível

Arthur Maia (PPs-BA), relator da reforma da Previdência, anuncia a volta das negociações de um texto possível para aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria no Brasil.

9 de novembro

Mudanças

Governo anuncia que retira da proposta da nova Previdência modificações na aposentadoria rural e que mantém no texto a exigência atual de 15 anos de contribuição para ter direito ao benefício para segurados do INSS.

22 de novembro

Texto enxuto

É divulgado o texto da emenda que será votada no plenário para enxugar a proposta da reforma da Previdência que tinha sido apresentada. A economia prevista cai de R$ 600 bilhões para cerca R$ 480 bilhões em 10 anos.

Negociação

Como moeda de troca, governo anuncia liberação de R$ 2 bilhões para prefeitos.

29 de novembro

Impasse

Diante de vários pedidos, governo diz que não aceita novas flexibilizações na reforma além das foram negociadas para garantir o apoio ao texto, sob pena de diminuir ainda mais a economia esperada.

Tensão

Partidos indicam que não obrigariam os seus parlamentares a votarem a favor do texto.

3 de dezembro

Base aliada

Presidente Temer acerta um “pacto” de coalização para partidos da base obrigarem seus parlamentares a votarem favoravelmente à reforma.

4 de dezembro

Promessas

Governo promete mais R$ 3 bilhões a prefeitos no ano que vem caso a reforma da Previdência seja aprovada.

6 de dezembro

Fechamento de questão

PMDB e PTB fecham questão a favor do texto, mas não detalham punição em caso de deputados que votarem contra.

Apoio do Congresso

Câmara e Senado aprovam projetos de impacto de R$ 30,2 bilhões em ampliação de despesas ou renúncias de receitas do governo federal e beneficiam empresas, ruralistas, prefeitos e governadores.

Sem votos

Apesar das concessões, governo avalia, em jantar, não ter os votos e adia decisão sobre data de votação da reforma.

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