REUTERS/Enrique Calvo
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Espanha aprova medida que torna mais fácil que empresas transfiram operações pelo país

A nova lei enfraquece a burocracia necessária para que o conselho de uma empresa tome a decisão de mover sua sede, a não ser que os estatutos da companhias digam o contrário

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2017 | 14h43

MADRI - O governo da Espanha aprovou, nesta sexta-feira, 6, uma medida para tornar mais fácil para que empresas transfiram suas operações pelo país, no momento em que algumas companhias consideram deixar a região da Catalunha em meio à crescente disputa sobre um plano de independência da região.

A nova lei enfraquece a burocracia necessária para que o conselho de uma empresa tome a decisão de mover sua sede, a não ser que os estatutos da companhias digam o contrário, afirmou o governo em comunicado.

A medida foi discutida com os partidos de oposição Socialista e Ciudadanos, afirmou o ministro da Economia, Luis de Guindos, em coletiva de imprensa.

Mercado financeiro. A vitória separatista no plebiscito catalão e o risco de uma declaração de independência unilateral da região já produz movimentos concretos no mercado financeiro. Nesta quinta-feira, 5, o conselho do espanhol Banco de Sabadell aprovou mudar sua sede para fora de Barcelona como uma medida de estancar a fuga de investidores preocupados com o futuro da instituição.

Segundo a agência Associated Press, a direção do banco analisa uma migração para Alicante, Oviedo ou Madri. Uma mudança mostra como as companhias sediadas na Catalunha estão tomando medidas para responder às preocupações dos investidores sobre o impacto de uma possível declaração de independência da região mais rica da Espanha. 

Incertezas. Para além da crise política interna, a ameaça de independência unilateral da Catalunha poderia causar forte instabilidade na península Ibérica, com incerteza em ambos os lados.

A Catalunha tem 7,5 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 200 bilhões de euros, que se compara com países como Portugal e Finlândia. /MATEO BIANNUCCI, COM REUTERS E AP

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