José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Esperamos desoneração de híbridos e elétricos em 2015, diz Abeifa

Pleito da associação é reduzir as alíquotas de IPI, IPVA e Imposto de Importação incidentes sobre híbridos e elétricos em 2015 para a desoneração ter efeito em 2016

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2015 | 14h04

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) espera que o governo federal anuncie ainda este ano a desoneração de impostos para carros híbridos e elétricos, para que a medida já tenha efeito em 2016. De acordo com o presidente da entidade, Marcel Visconde, o assunto foi um dos principais temas do encontro da associação com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, no último mês de julho.

"Avançamos bem. É um tema que já passou do plano filosófico para a realidade", afirmou durante entrevista coletiva, reconhecendo que a diminuição dos riscos de racionamento de energia no País "melhorou" a sensibilidade do governo em relação ao assunto. Segundo o executivo, o pleito da Abeifa é reduzir as alíquotas de IPI, IPVA e Imposto de Importação incidentes sobre híbridos e elétricos. "São incentivos análogos ao proposto de tecnologia anterior (carros híbridos de auto geração, não carregados na tomada)", lembrou.

Outro anúncio que a Abeifa crer ser possível ainda para 2015 é a liberação para importadores utilizarem cotas que sobraram de anos anteriores. A medida faz parte de um pleito maior da associação de pelo menos dobrar a atual cota de importação livre de IPI (de até 4,8 mil unidades por ano, por marca) - que, na avaliação da entidade, não deve sair este ano. Para Visconde, "não faz mais sentido mercadológico" manter cotas como barreira de entrada, na medida em que os importados não ameaçam mais o mercado nacional diante da apreciação do dólar.

O presidente da Abeifa defende que o aumento da cota vai possibilitar aos importadores trazer ao mercado mais carros com valores de entrada, ou seja, com preços mais baratos, permitindo crescimento das vendas e, dessa forma, aumento da arrecadação do governo. "Hoje, nossos associados estão tendo que lotear as cotas no mix de produtos", conta. De acordo com o executivo, a duplicação de cotas não terá "nenhum impacto" sobre o mercado nacional, mas vai dar mais "fôlego" às importadoras.

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