Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Estadão renova parceria com Amcham para Prêmio Eco

O Prêmio Eco 2017, o mais tradicional selo de sustentabilidade empresarial do Brasil, será entregue em dezembro

O Estado de S.Paulo

21 Junho 2017 | 12h07

A Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham) e o 'Estadão' renovaram a parceria para a realização do Prêmio Eco 2017, o mais tradicional selo de sustentabilidade empresarial do Brasil, que, neste ano, será entregue em dezembro.

A parceria foi anunciada na manhã desta quarta-feira, 21, em um evento na Amcham que inseriu, na discussão sobre sustentabilidade, a presença de mulheres em cargos de alta gestão. A diretora de eventos corporativos e sustentabilidade da câmara americana, Daniela Aiach, destacou que o termo sustentabilidade vai além da questão ambiental. "É um termo até civilizatório, de um novo olhar para tudo."

Aiach lembrou que, quando o Prêmio Eco surgiu, há 35 anos, seu nome não se referia à ecologia, mas à combinação entre as iniciais das palavras "empresa" e "comunidade". "Os projetos que existiam à época eram os que as empresas faziam para a comunidade, como a adoção de uma praça ou a construção de uma creche para filhos de funcionários. A gente chamava de cidadania empresarial. Nos últimos 35 anos, vimos uma evolução incrível do tema."

++ Sustentabilidade ganha destaque em novos projetos

O diretor de marketing do Estadão, Marcelo Moraes, afirmou que a parceria com a Amcham decorre da importância que o grupo dá à sustentabilidade. "É um dos assuntos mais importantes da sociedade hoje e acreditamos que é nossa função dar visibilidade ao que as empresas têm feito, compartilhar as experiências que têm sido construídas pelas companhias como forma de reconhecimento e inspiração."

Debate. Para a presidente da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes Pela Sustentabilidade, Iêda Novais, uma das palestrantes do evento, as companhias devem adotar cotas para mulheres em seus conselhos de administração e em cargos de alta gestão. Isso porque estudos apontam que, com a velocidade em que a inserção feminina vem ocorrendo, levariam cem anos para que as mulheres tenham presença igual aos homens nessas posições.

'Empresas com mulheres no alto escalão inovam mais'

Iêda acrescentou que as empresas correm risco de ter seus crescimentos comprometidos se não levarem em consideração o tema de gênero. "Nós (mulheres) somos mais da metade da população. Da população universitária, somos 58% dos que fazem MBA."

O Prêmio Eco já premiou 260 projetos entre 2.760 candidatos. Neste ano, as inscrições vão até 31 de julho e as concorrentes são divididas por porte -start-ups e microempresas, pequenas e médias empresas e grandes empresas. Há ainda duas categorias: uma de produtos e serviços e outra de processos.

Mais conteúdo sobre:
Economia

Encontrou algum erro? Entre em contato

0 Comentários

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.