Ilustração/Even
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Even muda foco de 'emergentes' por alto e médio padrão

Empresa lançou unidades de R$ 340 mil a R$ 440 mil, acumulou estoque de 985 unidades prontas e acredita na retomada

Especial para O Estado

13 Junho 2017 | 22h30

Com objetivo de reduzir o volume dos estoques, a Even promoveu no último domingo mais uma rodada do “Even Day”, oferecendo unidades em 60 empreendimentos distribuídos por 35 bairros de São Paulo.

Apartamentos com até 50% de desconto foi o apelo da campanha. Imóveis prontos para morar tinham preços a partir de R$ 212 mil para studios na zona norte, de R$ 287 mil na zona leste e R$ 329 na zona oeste para dois dormitórios.

Em 2016, a cidade de São Paulo respondeu por 47% do valor global de R$ 1,13 bilhão referente aos 14 lançamentos feitos pela Even no Brasil. Foram quatro projetos na capital paulista.

“A estratégia foi olhar para dentro”, diz o copresidente da Even, João Azevedo, enfatizando que direcionou a produção para imóveis “bem aderentes” ao mercado. “Precisamos aceitar que temos uma situação mais difícil de vendas.”

Premiada nas três categorias nesta edição do Top Imobiliário, a Even investiu na construção de apartamentos com preço final abaixo de R$ 500 mil no ano passado. Dos quatro lançamentos em São Paulo, três são classificados como “emergentes” pela própria empresa.

Com valor global de vendas de R$ 105 milhões, o Boulevard Vila Maria tem 310 unidades, com tíquete médio de R$ 340 mil. No Mirada Tatuapé, o VGV foi de R$ 96 milhões, com 251 apartamentos e preço de R$ 384 mil. O Praça Butantã, com VGV de R$ 173 milhões e 393 unidades, apresentou um valor médio de R$ 440 mil.

Outro caminho. Azevedo diz que os três projetos tinham terrenos mais adequados para esse segmento. “Neste ano, vamos por outro caminho”, explica o copresidente da Even. “Meus terrenos são mais aderentes em termos de preço.”

Azevedo acredita na retomada do alto e médio padrão. Neste ano, um dos lançamentos foi o LOAA, edifício de alto padrão no Campo Belo, na zona sul da capital.

São apartamentos de três e quatro dormitórios, com área de 100 e 147 m². O preço varia de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão. “Com VGV de R$ 122 milhões, 43% já foram vendidos”, diz.

Azevedo cita o Monumento São Paulo, recém-lançado no Morumbi, com dois, três e quatro quartos, de 69 a 129 m². “O VGV é de R$ 270 milhões e vendemos 36%”, conta.

Outro lançamento da Even neste ano é o edifício Benedito, em Pinheiros, com VGV de R$ 180 milhões. São studios e apartamentos de dois e três dormitórios, com 25 m² a 118 m².

“Monumento São Paulo e Benedito são de médio padrão”, classifica.

Alvo. Azevedo não faz projeção sobre a chegada de novos empreendimentos no mercado paulista até o final do ano. “Se conseguir vender bem o estoque, que ainda é nosso principal alvo, conseguiremos fazer um volume bem maior do que o ano passado”, argumenta.

De acordo com o balanço da Even, seu estoque de imóveis no País fechou 2016 em R$ 2,3 bilhões. A maior parte (57%) em São Paulo, que respondia pela parcela de R$ 1,3 bilhão, incluindo R$ 250 milhões em unidades comerciais. “O restante é residencial”, diz Azevedo.

No estoque de São Paulo, segundo o balanço divulgado, havia 985 unidades prontas, de 57 empreendimentos diferentes, e 1.645 apartamentos em construção, de 16 projetos.

“Nosso mercado é movido a crédito, e com a queda da taxa de juros os lançamentos ficam mais baratos”, analisa. “E volta a se ter propensão para compra de imóvel.” Mas ele fica com “um pouco de receio” de que a situação política possa influir e que a economia fique mais devagar. “A situação política do País deixa o cenário instável.”

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