DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
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Grupo fabricante do refrigerante Dolly é acusado de sonegar R$ 2 bi em ICMS

Ragi de Refrigerantes é alvo de ação batizada como Operação Clone; Investigação é conduzida pela secretaria da Fazenda

Ana Carolina Neira e Malena Oliveira, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2017 | 18h49

A Secretaria da Fazenda de SP deflagrou nesta quinta-feira, 18, a Operação Clone, que apura fraudes no pagamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelo grupo Ragi Refrigerantes, dono da marca Dolly.

O grupo é acusado de inadimplência no imposto, dificultação de fiscalização e organização de fraude fiscal estruturada. Segundo a Fazenda, 24 agentes realizaram verificações em seis instalações pertencentes às empresas do grupo: três unidades em Diadema, uma em Tatuí e em dois escritórios na capital paulista.

A empresa tem, segundo o Fisco, R$ 2 bilhões em débitos inscritos na dívida ativa, além de outras multas. "As empresas do grupo têm deixado de responder a inúmeros comunicados da Secretaria da Fazenda desde o ano passado e jamais receberam fiscais da pasta para esclarecimentos", diz nota emitida pelo órgão.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal (Gaerfis), a expectativa é de que pelo menos uma parte do débito da Ragi Refrigerantes seja recuperado. "Laerte Codonho, dono da Dolly, estava acompanhado de dois advogados e comprometeu-se a apresentar uma proposta para regularização do valor devido", disse um dos membros do grupo.

Ele aponta que, recentemente, diversas empresas criadas como fachada foram identificadas pela Secretaria da Fazenda e tiveram suas inscrições estaduais cassadas pelo Fisco. Ainda assim, mesmo proibidas de operar no mercado, várias delas continuam em funcionamento e simulando operações. "Infelizmente, isso ocorre, mas a Fazenda vem conseguindo detectar esse tipo de atividade para suspensão total das práticas."

A reportagem não conseguiu localizar nenhum porta-voz da empresa Ragi Refrigerantes.

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