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Fechamento de questão do PSDB sobre Previdência é 'sem ressalvas', diz deputado

Segundo Carlos Sampaio (PSDB-SP), a bancada tucana na Câmara apoia o texto do relator da proposta, mas defende uma regra especial para servidores que entraram na administração pública até 2003

Thiago Faria, Broadcast

13 Dezembro 2017 | 13h51

O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou nesta quarta-feira, 13, que a decisão do partido de fechar questão em relação à reforma da Previdência é "sem ressalvas" em relação ao texto do relator da proposta.

Ele, porém, disse ter sido escalado pelo presidente da sigla, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para discutir mudança na regra de transição para servidores públicos com o deputado Arthur Maia (PPS-BA). A bancada tucana defende uma regra especial para servidores que entraram na administração  pública até 2003 que possa permitir benefícios como a aposentadoria com a íntegra do valor do último salário sem a necessidade de se atingir a idade mínima prevista na reforma.

"Essa transição proposta é socialmente injusta. Não tem ressalva, mas fui encubido pela Executiva de levar ao relator temas caros à bancada, como essa regra de transição", disse. "É imprescindível que humanizemos a discussão sobre reforma da Previdência."

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A decisão pelo fechamento de questão foi tomada em reunião da nova Executiva do partido, em Brasília, com a participação de membros da bancada na Câmara. Sampaio, porém,  disse que não foram definidas punições para quem descumprir a orientação da cúpula do partido.

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Ao deixar a reunião,  a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO) disse ser improvável que haja retaliações a quem votar contra a reforma. "Nao tem como ter punição. Vai expulsar metade do partido?"

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