Fed mantém taxa de juros e espera reduzir balanço patrimonial 'em breve'

Fed mantém taxa de juros e espera reduzir balanço patrimonial 'em breve'

Banco central americano levou a taxa a quase zero para combater a recessão financeira de 2007 a 2009, o que fez seu balanço patrimonial crescer para US$ 4,5 trilhões

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 15h58

WASHINGTON - O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve a taxa de juros e disse que espera começar a normalização do balanço patrimonial "relativamente em breve", em um sinal de confiança na economia dos Estados Unidos.

O Fed decidiu manter a taxa de juros inalterada, na faixa entre 1,00% e 1,25%. A taxa de desconto também foi mantida em 1,75%. As decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) foram unânimes.

O comunicado mostra que a autoridade monetária considera que a inflação está baixa. Houve mudanças nos termos utilizados para se referir à alta de preços. No texto de hoje, o Fed diz categoricamente que "a inflação caiu e, excluindo preços de alimentos e energia, está abaixo de 2%". No comunicado anterior, o Fed havia dito que a inflação estava "um pouco abaixo" da meta.

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"Espera-se que a inflação em 12 meses se estabilize em torno da meta de 2% no médio prazo", diz o comunicado.

Sobre a atividade econômica de forma geral, o Fed enxerga crescimento moderado e menciona a expansão dos gastos de famílias e empresas. Houve destaque também para o mercado de trabalho, com a autoridade monetária avaliando solidez no aumento de vagas desde o começo do ano e queda no desemprego.

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O banco afirmou ainda que iniciará a redução de seu balanço patrimonial "relativamente em breve", em uma atualização sobre quando espera começar a diminuir sua carteira de ativos.

Após levar a taxa a quase zero para combater a recessão e crise financeira de 2007 a 2009, o Fed injetou mais de US$ 3 trilhões  na economia em compra de títulos. Seu balanço cresceu para US$ 4,5 trilhões.

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A desaceleração do balanço patrimonial vai marcar o fim de uma ferramenta controversa que gerou críticas de legisladores republicanos no Congresso. Enquanto pesquisadores do Fed concluíram que a compra de títulos apenas impulsionou modestamente a economia, a chair do Fed, Janet Yellen, disse que o banco central poderia usar a compra de ativos novamente se a economia cair de forma muito profunda./COM INFORMAÇÕES REUTERS

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