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Fiat é acusada de inflar vendas de automóveis nos EUA

- Atualizado: 14 Janeiro 2016 | 18h 13

Presidente de grupo de concessionárias de Chicago diz que montadora pagava para que vendas falsas fossem registradas; Fiat afirma que denúncia não tem 'mérito'

Acusada de oferecer dinheiro a concessionárias dos Estados Unidos para registrar veículos não vendidos como vendidos, a Fiat publicou nota nesta quinta-feira, 14, na qual diz que a denúncia não tem "mérito". "A companhia tem confiança na integridade do processo de seus negócios e nos acordos com concessionárias e pretende defender-se da ação com vigor", afirma a montadora italiana no comunicado, publicado em seu site.

A Fiat declarou também que, embora esteja ciente da acusação, ainda não foi notificada oficialmente pela Justiça norte-americana. A denúncia partiu do grupo de concessionárias Napleton Automotive Group, de Chicago. Eles acusam a Fiat de recompensar financeiramente as revendedoras que falsificarem seus relatórios de vendas, para inflar o volume de comercialização da montadora no país. A Fiat tem relatado aumentos mensais de vendas por 69 meses consecutivos.

Fiat tem relatado aumentos mensais de vendas por 69 meses consecutivos
Fiat tem relatado aumentos mensais de vendas por 69 meses consecutivos
O empresário Edward Napleton, presidente do grupo Napleton, alega que uma concessionária concorrente registrou 85 vendas falsas de veículos e para isso recebeu dezenas de milhares de dólares. Ele conta também que já recebeu uma oferta de US$ 20 mil para relatar vendas falsas de 40 veículos, mas recusou a proposta. Com a notícia, as ações da Fiat chegaram a cair mais de 10% na Bolsa de Milão nesta quinta-feira e foram suspensas diversas vezes ao longo do pregão.

A polêmica envolvendo a Fiat surge quatro meses depois de outra grande montadora, a Volkswagen, ter se envolvido em um em escândalo de falsificação de resultados de emissões de poluentes nos veículos que produz. A denúncia surgiu em setembro. Inicialmente a empresa negou, mas depois admitiu a fraude em milhões de carros. 

Mais cedo, a Renault informou que autoridades de regulação da França fizeram buscas em várias de suas instalações na semana passada em razão de uma investigação sobre emissões de poluentes. A notícia derrubou as ações da companhia na Bolsa de Paris, que chegaram a recuar mais de 9%.

Inspetores da GDCCRF - o órgão francês responsável por concorrência, consumo e combate a fraudes - realizou várias buscas no dia 7 de janeiro na sede da montadora e na fábrica de motores em Lardy, ao sul de Paris, segundo fontes do sindicato local. Segundo o ministro da Economia da França, Emmanuel Macron, a Renault é só mais uma das diversas montadoras investigadas no país. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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