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FMI: alta do petróleo pode impactar economia global

Agência Estado

19 Junho 2014 | 14h 49

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está observando a situação no Iraque e o impacto nos preços do petróleo, uma vez que um forte aumento duradouro dos preços da commodity teria implicações na economia global, disse um porta-voz do FMI nesta quinta-feira.

"É algo que obviamente estamos olhando", disse o diretor de Comunicação do FMI, Gerry Rice. "A situação está evoluindo rapidamente. Neste ponto, é difícil avaliar o impacto. Obviamente, se houve um impacto profundo e duradouro, teria efeito sobre a economia global." A equipe de análise do FMI terá uma avaliação mais detalhada no final de julho, na atualização trimestral do Relatório de Perspectivas Globais.

Respondendo a perguntas sobre assessoria política aos Estados Unidos, para manter uma política monetária no lugar, e como isso poderia aumentar os riscos de estabilidade financeira, Rice disse que "é uma questão de equilíbrio e uma questão de tempo". "Precisamos olhar para como as coisas se desenvolvem. Em última instância, uma questão para o Fed e uma prerrogativa deles".

Na segunda-feira, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, alertou que um ambiente de taxa de juros muito baixa significa que os riscos relacionados à estabilidade financeira ainda não desapareceram, mas se acumularam.

"A conjectura atual de volatilidade do mercado muito baixa cria também a possibilidade de uma mudança abrupta nos mercados financeiros", disse Lagarde, acrescentando que os reguladores devem acompanhar de perto os intermediários não bancários. "Recomendamos a supervisão conscienciosa e uma atitude pró ativa".

O FMI sempre incentivou a política de estímulo monetária nos EUA e na Europa, mas também tem alertado repetidamente que as reformas para a regulação financeira ficaram para trás, agora que o estágio urgente da crise já passou.

Grécia e Ucrânia

Rice confirmou que uma equipe do FMI deve retornar à Grécia em julho, mas não vai concluir a próxima revisão até o final do verão no hemisfério norte. Ele repetiu a posição indicada na última revisão, de que o FMI não vê a necessidade de medidas fiscais adicionais em 2014, mas para 2015-2016 o avanço na implementação do programa terá de se avaliado. Mas, com a meta de superávit primário subindo para 3% em 2015 e para 4,5% em 2016, a fim de reduzir o elevado nível da dívida pública, outros esforços também são necessários.

Ele disse que o fundo considera positivos os planos anunciados pela Grécia para regressar aos mercados, mas afirmou que "ainda há um longo caminho a percorrer antes que o país possa confiar inteiramente no financiamento de mercado.

Ainda segundo Rice, o FMI terá uma missão de duas semanas na Ucrânia começando em 24 de junho.

Fonte: Dow Jones Newswires