FMI apoiará Brasil e diz que economia está forte

O Fundo Monetário Internacional (FMI) continuará apoiando as políticas econômicas do Brasil, disse, nesta quarta-feira, o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do organismo, Anoop Singh, durante reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Singh informou que veio ao País para participar da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Belo Horizonte, Minas Gerais, e aproveitou para encontrar-se com o novo ministro, a quem já conhecia. "O Brasil vive um momento de força econômica", afirmou ele. "Os indicadores estão fortes." Ele informou que discutiu com Mantega os fundamentos da economia e ambos concordaram que eles "claramente terão continuidade." Reservas Singh disse ainda que o nível de reservas internacionais do Brasil está "confortável". Na última segunda-feira, em Belo Horizonte, o vice-diretor da instituição, Agustin Carstens, avaliou que o montante das reservas internacionais brasileiras - em torno de US$ 61 bilhões - é pouco para fazer frente a uma eventual crise internacional. Na mesma situação estariam a Argentina, o Peru e o Chile. Também o diretor-gerente do Fundo, Rodrigo de Rato, alertou, na última terça, para o excesso de desequilíbrio no comércio mundial e o custo elevado que um ajuste nos fluxos de comércio traria para a economia global. Questionado se haveria uma preocupação do Fundo quanto à proteção que o Brasil teria diante de uma crise internacional, Singh afirmou que "eu diria que não. O Brasil tem inflação em queda, economia em crescimento e um nível de reservas muito confortável". O diretor do FMI, porém, evitou responder diretamente a uma pergunta sobre a possibilidade da crise política em afetar o crescimento econômico. "Como eu disse, o Brasil atravessa um momento de economia forte", insistiu.

Agencia Estado,

05 Abril 2006 | 15h14

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