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FMI acompanha de perto situação no Brasil e vê sérios problemas políticos

- Atualizado: 17 Março 2016 | 14h 27

Recomendação é que o País prossiga com a tentativa de consolidar as contas fiscais e manter inflação dentro da meta

"O Brasil está claramente passando por uma situação difícil e é essencial reforçar o arcabouço macroeconômico", afirmou o vice-diretor do departamento de Comunicação do FMI, William Murray

"O Brasil está claramente passando por uma situação difícil e é essencial reforçar o arcabouço macroeconômico", afirmou o vice-diretor do departamento de Comunicação do FMI, William Murray

Nova York - O Brasil vive uma situação difícil e passa por sérios problemas políticos, afirmou nesta quinta-feira um porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI) em entrevista a jornalistas, destacando que a instituição está "monitorando de perto" os desdobramentos no país. A recomendação do FMI é que o Brasil prossiga com a tentativa de consolidar as contas fiscais, de manter a inflação dentro da meta, reforçando o arcabouço de política econômica. 

 

"O Brasil está claramente passando por uma situação difícil e é essencial reforçar o arcabouço macroeconômico", afirmou o vice-diretor do departamento de Comunicação do FMI, William Murray. 

"O Brasil tem sérios problemas políticos", completou o porta-voz. Ele, porém, evitou comentar problemas mas específicos no cenário político do país. "Como uma questão de regras, não mergulhamos em desdobramentos políticos de nossos países membros."

Murray disse que o FMI está "acompanhando de perto" os desdobramentos no Brasil, mas afirmou que até agora não houve discussões de qualquer pedido de ajuda financeira. Para o FMI, o reforço de políticas econômicas no Brasil, como maior disciplina fiscal, pode conseguir reverter a piora dos índices de confiança e estimular o investimento. 

O FMI faz em abril sua reunião de primavera em Washington, onde deve divulgar novas análises sobre o Brasil, incluindo uma revisão das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). As previsões para o país vêm sendo constantemente revisadas para baixo e a mais recente, divulgada em janeiro, previa contração de 3,5% este ano.

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