Rodrigo Abd/AP
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FMI projeta crescimento mundial maior neste ano e em 2018

De acordo com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, 75% do mundo está registrando elevação em nível de atividade

Ricardo Leopoldo, enviado especial, O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2017 | 14h12

WASHINGTON - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a instituição multilateral espera um crescimento mundial maior neste ano e em 2018, quando deverá avançar 3,6% e 3,7%, respectivamente. Segundo ela, 75% do mundo estão registrando elevação do nível de atividade. "Mas a retomada da economia mundial não está completa", destacou Lagarde. Ela apontou que 47 países registraram queda de PIB em 2016. 

"Defendemos como primeira prioridade assegurar a recuperação da economia mundial", apontou Lagarde. "Não é tempo para ser complacente e é preciso adotar políticas para crescimento sustentável". Para ela, na área fiscal, os países devem investir mais em projetos de infraestrutura, educação e atuar para reduzir as diferenças salariais entre homens e mulheres, o que classificou como principal para diminuir a desigualdade social.

Lagarde ressaltou que a política monetária também é importante instrumento para governos viabilizarem a retomada da demanda agregada de seus países. Na sua avaliação, tem importância especial o combate à corrupção e aquecimento global.

Na área financeira, ela defendeu a consolidação de regulações pelos países a fim de evitar situações negativas nos mercados internacionais.  "Há potencial de riscos de apertos em mercados financeiros e que podem gerar fuga de capitais", apontou.

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Christine Lagarde enfatizou que é necessário o avanço dos negócios de mercadorias e serviços entre nações para colaborar no crescimento internacional. "'Precisamos assegurar expansão de comércio mundial para ajudar economia global", disse. "Acordos comerciais devem sempre ter mudanças para facilitar o comércio de países."

A diretora-gerente do FMI ressaltou também que "controles de riscos financeiros na China serão bem vindos" e "espera que o Brexit seja concluído com rapidez para reduzir incertezas."  Ela fez os comentários em entrevista coletiva durante a reunião anual do FMI.

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