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Foco na gestão é arma contra a crise

Boas práticas são ferramenta para companhias manterem o crescimento diante de um ambiente econômico desafiador

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O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2016 | 05h08

Empresários enxergam o ano de 2016 como mais uma página difícil a ser virada na história da economia brasileira. Com o agravamento da crise política no País e o ambiente mais desafiador para os negócios, os olhos se voltam para a otimização das operações das empresas. Nesse contexto, o reforço das boas práticas de gestão se torna crucial para encarar a turbulência.

O conselheiro do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) Robert Juenemann defende uma integração maior entre os órgãos da alta administração para melhorar o desempenho das companhias: “2016 será um ano de muito trabalho e de busca de mais sintonia entre os conselhos, diretorias e acionistas”, afirma.

No agronegócio, a gestão é determinante para o desempenho das empresas: “A inovação está ligada ao melhor uso da tecnologia, dos recursos humanos, do planejamento e da forma de condução dos processos”, diz o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

Já para o presidente da FecomercioSP, Abram Szajman, as medidas estruturais são a base para a melhora no cenário: “Se houver avanços nas reformas estruturais, na redução da burocracia e da carga tributária, estará aberto o caminho para a recuperação da confiança perdida e a reversão do ciclo recessivo atual. O que depende muito mais da esfera política do que da econômica”, defende.

Pequenas empresas. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirma que não é possível falar em boas práticas enquanto não houver um ambiente saudável em que empresas menores possam desenvolver seu negócio. Ele defende a liberação de crédito para os pequenos como uma forma de fazer esses empresários “perderem o medo de crescer”, o que pode impulsionar a atividade econômica: “Como é possível falar em governança em uma empresa para a qual é negado o oxigênio?”, questiona.

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