Força quer imposto menor para aumentar consumo de carne

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, esteve com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para solicitar uma reunião de trabalhadores e empresários dos setor de carnes. De acordo com Paulinho, existe enorme preocupação quanto ao desemprego no setor provocado pela queda das exportações em decorrência dos focos de febre aftosa encontrados no Mato Grosso do Sul. Segundo o sindicalista, o setor de carnes tem 250 mil trabalhadores empregados diretamente nos frigoríficos, mas o emprego total gerado pela atividade chega a 1 milhão de pessoas. O presidente da Força sindical demonstrou especial preocupação com o que classificou de embargo interno promovido por Estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina em relação ao Mato Grosso do Sul. Segundo ele, a saída para evitar a demissão dos trabalhadores é o aumento do consumo interno de carne. De acordo co Paulinho, os Estados poderiam contribuir muito para aumentar o consumo se concordassem em reduzir os impostos para baratear o produto para o consumidor. Paulinho disse ainda que foi informar o ministro sobre a manifestação que as centrais sindicais vão fazer nos próximos dias 28, 29 e 30 de novembro em defesa do aumento do salário mínimo e da correção da tabela do Imposto de Renda. De acordo com Paulinho, as centrais, em reunião ontem, fecharam posição em defesa de um salário mínimo de R$ 400 em 2006. Ele também defende a correção da tabela do IR pela inflação ocorrida no governo Lula. Segundo ele, na correção promovida pelo governo no ano passado, faltou uma parcela de 7%, que somada à taxa de inflação deste ano, daria um reajuste entre 13% e 14% da tabela. Durante os dias da manifestação, que será feita em Brasília, os sindicalistas querem se reunir com os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Eles também estão solicitando audiência dom o presidente da República.

Agencia Estado,

01 Novembro 2005 | 14h02

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