Fórum Econômico Mundial debate riscos à América Latina em SP

A manutenção dos déficits gêmeos dos Estados Unidos, a fragilidade estrutural da Europa, as dúvidas sobre a recuperação da economia japonesa e a eventual inflexão do crescimento da China são fatores que podem colocar em risco o crescimento da América Latina. Esses serão os principais tópicos de debate do Fórum Econômico Mundial sobre a América Latina, que acontece em São Paulo, amanhã e quinta-feira. Sob o tema geral "Construindo uma América Latina mais forte na economia global", cerca de 250 líderes empresariais, governamentais e da sociedade civil vão discutir temas centrados em quatro pilares: gerenciamento de riscos globais e regionais, aperfeiçoamento da competitividade da América Latina, continuidade da agenda de integração e reavaliação da estrutura de investimentos. Segundo documento oficial elaborado pelo World Economic Forum, o evento pretende gerar uma plataforma para avaliação do atual panorama econômico da região e para influenciar os ambientes político e regulatório, o que permitirá à região se tornar mais competitiva em escala global. Necessidades da região O Fórum considera que o crescimento econômico da região - 5,6% em 2004, 4,1% em 2004 e 3,8% projetado para 2006 - foi puxado pelo ambiente internacional favorável e pelas políticas de redução dos déficits externos, das desvalorizações cambiais, da queda dos índices de inflação e do arrocho das contas fiscais. Mas esse cenário pode ser afetado no curto prazo pelo próprio cenário internacional. Daí a necessidade de se construir uma América Latina ainda mais sólida, de acordo com o documento de apresentação do Fórum Econômico Mundial. Para os organizadores, a principal preocupação dos novos governos eleitos ou a serem eleitos nos próximos meses em Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, México, Brasil e Venezuela. "Em um mundo cada vez mais competitivo, o desafio para a América Latina é utilizar as condições econômicas favoráveis para reforçar sua competitividade em escala global, conciliar preocupações sociais e ambientais e assegurar crescimento sustentado de longo prazo", finaliza o texto. Entre as autoridades brasileiras, o programa informa que estão previstas as participações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encerramento.

Agencia Estado,

04 Abril 2006 | 18h38

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