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Fernando NakagawaCORRESPONDENTE/ LONDRES

14 Fevereiro 2016 | 03h00

O mundo vive uma nova e surpreendente era do petróleo barato e não há sinais de mudança, pelo menos no curto prazo. O problema é o excesso de oferta, decorrente do aumento da produção, somado à demora na recuperação da economia dos maiores consumidores e à desaceleração da China.

Com produção diária de quase 2 milhões de barris acima da demanda, o preço do petróleo caiu 75% em pouco mais de 18 meses. Está no menor patamar em 13 anos. Esse cenário, e a necessidade de respostas ambientais, tem levado a questionamentos sobre a possibilidade de o mundo estar vivenciando o começo do fim da era da commodity. Porém, a resposta não é simples. Até porque o desequilíbrio entre oferta e demanda tem por trás um jogo de poder político e econômico entre produtores, consumidores e países em desenvolvimento que é mais complexo do que foi no passado.

Para a Agência Internacional de Energia (AIE), o excesso de petróleo visto em 2015 continuará em 2016 e, provavelmente, no início de 2017. A superoferta começou a ser construída na década passada, quando o petróleo subia em direção aos US$ 100. “O preço incentivou novas frentes de exploração. Só nos EUA, a produção diária saltou de 5 milhões de barris em 2008 para mais de 9 milhões em 2015. Também houve alta notável no Canadá, Rússia e Brasil”, explica o chefe da divisão de petróleo da AIE, Neil Atkinson.

Dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mostram que 2015 terminou com oferta superior à demanda de 1,94 milhão de barris por dia. Essa sobra equivale ao consumo do México e representa quase 80% da produção brasileira, que está em 2,5 milhões de barris diários. Com isso, o barril de petróleo, que em meados de 2014 era negociado perto de US$ 110, gira, agora, em torno de US$ 30.

O pico, em torno de US$ 140 o barril, foi atingido em 2008, mas o preço recuou ao nível de US$ 43 o barril com a crise financeira de 2008/2009, para depois voltar a reagir. Participantes do mercado têm especulado se o patamar de US$ 20 o barril seria o piso da commodity, mas economistas e analistas do setor começam a ver potencial para uma recuperação, mesmo tímida. Ainda assim, a expectativa é de que os preços permaneçam bem abaixo de US$ 100 o barril por anos. Estudo do pesquisador Roberto Aguilera, da Curtin University (Austrália), e do professor de economia Marian Radetzki, da Luleå University of Technology (Suécia), indica que o barril deve oscilar entre US$ 40 e US$ 60 nos próximos anos.

Culpados. O mundo já viveu outros momentos de excesso na oferta. No passado, produtores diminuíam a oferta para equilibrar preços. A novidade é que, com novas frentes de exploração, a volta ao equilíbrio implica numa série de intrincadas decisões comerciais e geopolíticas, com consequências no jogo de poder global.

Analistas dizem que a Arábia Saudita seria a maior interessada em manter o preço baixo. Sauditas – que têm mantido a produção próxima do máximo – seriam beneficiados por esse quadro, que atrapalha tipos de exploração cujos custos são superiores aos registrados no Oriente Médio. Assim, o petróleo barato poderia ameaçar a viabilidade comercial do gás de xisto nos EUA, das areias betuminosas do Canadá ou do pré-sal no Brasil.

O secretário-geral da Opep, Abdalla Salem El-Badri, rechaça qualquer responsabilidade e diz que o excesso de oferta vem, basicamente, de fora do grupo de 13 países que conta com Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Venezuela. No fim de janeiro, El-Badri fez uma palestra em Londres e argumentou que, entre 2008 e 2014, a produção de fora da Opep cresceu em 6,29 milhões de barris diários. A Opep, ao contrário, cortou o volume em 310 mil. Em 2015, produtores de fora da Opep elevaram a extração em 1,24 milhão de barris e a Opep aumentou em 1,07 milhão.

O Brasil é um exemplo dessa nova fronteira do petróleo. Mesmo com os problemas recentes da Petrobrás, a produção nacional aumentou em 50% na última década. Com maior volume extraído no País, o sinal da balança comercial do petróleo mudou. Em 2009, o Brasil registrou importação líquida diária de 254 mil barris de petróleo e derivados. Em 2014, o País já era exportador líquido de 57 mil barris, segundo a Agência de Energia dos EUA.

Muitos riscos. No passado, a queda do petróleo ajudava a economia global, já que sobrava dinheiro no bolso dos consumidores, que passavam a comprar mais. De fato, a gasolina está mais barata no exterior. Mas analistas notam que muitos consumidores em países desenvolvidos têm guardado parte dessa economia ao invés de gastar. A cautela teria relação com o cenário global ainda incerto, com alguns solavancos na recuperação dos EUA, persistência de problemas na Europa e no Japão, além da desaceleração chinesa.

Outro motivo de preocupação é o congelamento dos planos de investimento, o que pode ameaçar a oferta futura. A Opep reconhece que, com o preço atual, os investimentos necessários para atender à demanda futura não são viáveis. Exatamente por isso, petroleiras têm cortado em todas as áreas. A Petrobrás, por exemplo, reduziu investimentos até 2019 em US$ 32 bilhões e promete vender US$ 15 bilhões em ativos. Grandes petroleiras globais anunciaram medidas semelhantes e as demissões no setor já teriam superado 100 mil trabalhadores.

Para o Brasil, a resultante dessa equação também parece desfavorável. “O petróleo barato mais atrapalha que ajuda o Brasil. O País perde porque o setor é importante na produção e no investimento. Também é preciso ficar atento à situação da Petrobrás, porque uma eventual necessidade de capital pioraria ainda mais a situação fiscal”, diz Enestor dos Santos, economista para o Brasil do BBVA Research. “É verdade que isso poderia ajudar na inflação, mas o benefício foi apagado pelo aumento de preço da Petrobrás e a desvalorização do real.”

Geopolítica. Fora do campo econômico, o quadro pode potencializar vulnerabilidades geopolíticas. A Venezuela é um exemplo extremo. Com a queda das receitas geradas pelo petróleo, Caracas tem enfrentado tempos difíceis e faltam até itens básicos para a população, como papel higiênico. O quadro aumenta a tensão social no país.

Olhando ainda mais para a frente, há o temor de que a era do petróleo barato dê sobrevida aos combustíveis fósseis e, assim, atrase planos de países e empresas de migrar para energias limpas.

Carlos Ghosn, presidente de uma das maiores montadoras do mundo, o grupo Renault Nissan, nega atrasos no desenvolvimento das novas tecnologias, como carros elétricos. “É algo irreversível”, disse no Fórum Econômico Mundial em Davos. Algumas das novas frentes de exploração também têm resistido às quedas de preço do petróleo e mostram flexibilidade para redução dos custos de produção, surpreendendo países como a Arábia Saudita pela sua capacidade de se mostrar viáveis mesmo no atual cenário. Por isso, alguns analistas não descartam a chance de o preço do barril seguir ladeira abaixo rumo aos US$ 20 ou até menos.

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Gabriela Mello e Gabriel Bueno

14 Fevereiro 2016 | 03h00

A queda no preço do petróleo já se reflete na economia de muitos países e, segundo analistas, pode precipitar uma reconfiguração das relações de poder na arena internacional. Embora o petróleo ainda exerça papel central no modelo de produção vigente, sua desvalorização, numa visão ampla, reduz a influência de nações produtoras e traz alívio financeiro a consumidores.

Nesse novo cenário, o Oriente Médio como um todo tende a ser uma das regiões mais propensas a se enfraquecer e mais suscetível a passar por turbulências ou mudanças políticas. “O baixo preço pode ser bom para a democracia, pois alguns governos autoritários sobrevivem com a renda do petróleo”, afirma o professor e pesquisador da Faculdade de Economia da Universidade de Cambridge, Tiago Cavalcanti.

A região pode também perder espaço no xadrez geopolítico global. “Agora, países consumidores têm muitas fontes potenciais para recorrer e não se sentem obrigados a serem condescendentes com fornecedores”, diz Michael Klare, do Hampshire College.

Ao mesmo tempo, porém, o principal produtor do Oriente Médio e segundo maior do mundo, a Arábia Saudita, é o maior responsável pelo colapso das cotações, ao manter inalterada a oferta de petróleo. A estratégia é enfraquecer países concorrentes, que precisam de preços maiores para se manterem lucrativos, além de pressionar rivais políticos, como o Irã.

Curto prazo. Para Cavalcanti, a Arábia Saudita desfruta de uma posição confortável no curto prazo para manter essa política, pois a sua dívida pública é baixa e o seu petróleo é de razoável qualidade e de fácil exploração. “Eu acho que os sauditas podem aguentar os preços baixos por mais tempo, mas não para sempre”, diz Klare. No entanto, o país pode enfrentar graves problemas internos se as cotações internacionais não reagirem nos próximos anos. “Para escapar da Primavera Árabe, os sauditas inundaram a população com benefícios que agora pesam sobre o equilíbrio financeiro nacional”, diz.

O pesquisador do Middle East Institute, Zubair Iqbal, ressalta que o petróleo e a sua cotação são importantes instrumentos de política para outras nações do Golfo Pérsico. Na opinião dele, o equilíbrio de poder na região certamente mudará em decorrência da queda das cotações, mas não tão drástica ou rapidamente como em geral é esperado. “Eles querem manter a participação em um mercado de oligopólio e isso vai encorajar algum nível de conluio para propiciar um piso”, afirma.

Além das petroleiras e dos governos, as cotações mais baixas podem trazer prejuízos para atores que atuam clandestinamente na região, entre eles o Estado Islâmico. O califado se autofinancia principalmente por meio do contrabando do óleo extraído de áreas sob o seu domínio no Iraque e na Síria. “As operações do Estado Islâmico serão menos lucrativas, já que tem de vender óleo com um desconto substancial”, explica o professor canadense de Energia e Economia da Universidade de Calgary, Michal C. Moore.

Para o especialista em mercado de petróleo e economias emergentes do Kiel Institute for the World Economy, Klaus-Jürgen Gern, o grupo extremista pode ter de diversificar ainda mais a sua estratégia, que também inclui contrabando de antiguidades, sequestros, pedágios, impostos e saques. Cavalcanti alerta, porém, que é difícil calcular os efeitos no longo prazo, pois a desvalorização enfraquece governos que combatem a organização. “A baixa do petróleo pode até fortalecer o grupo, dependendo da dinâmica interna dos países”, pondera.

Beneficiados. Ao mesmo tempo em que prejudica a economia de países exportadores, o petróleo mais barato agrada aos consumidores que se abastecem no mercado internacional. Klare, do Hampshire College, observa que a relação entre os países vinha sendo marcada nas últimas décadas pela relativa escassez do produto, o que conferia aos produtores maior autoridade no cenário geopolítico. “Agora, estamos em um mundo de relativa abundância, e isso muda tudo”, diz.

Entre as nações afetadas positivamente pela queda no preço, Cavalcanti, da Universidade de Cambridge, vê a Índia como o principal beneficiário, por causa de sua forte dependência de petróleo importado. “A conta do petróleo promove um alívio excepcional à Índia, que se espera ser um novo fenômeno econômico para substituir, ao menos em parte, a antiga locomotiva chinesa”, diz. Ele acrescenta que a União Europeia também será altamente favorecida, pois é o maior importador da commodity no mundo, com uma demanda de aproximadamente 12 milhões de barris por dia. “China, Japão e Coreia do Sul, igualmente, terão grandes ganhos”, completa.

Participantes do setor se dividem quanto ao impacto que o petróleo em torno de US$ 30 o barril teria na economia dos EUA. Desde o ano passado, o país é o maior produtor e consumidor do mundo, e a diversificação da economia americana tende a limitar os prejuízos. “A revolução do xisto deu ao país maior vantagem política, já que não é mais dependente dos fornecedores do Oriente Médio”, diz o professor do Hampshire College

O pesquisador e diretor do Fórum de Política Energética da Universidade de Cambridge, Chi Kong Chyong, ressalta que o custo da produção americana de xisto fica entre US$ 50 e US$ 80 o barril. “Está acima dos níveis do Oriente Médio, mas abaixo de megaprojetos, como perfuração em águas profundas.” Ainda assim, petroleiras locais, principalmente as de pequeno e médio portes, estão sofrendo. São grandes e constantes os cortes nos investimentos e de funcionários. Já há vários casos de falência.

Para o Canadá, a perspectiva é menos favorável. Além de depender muito mais que os EUA da receita obtida com as exportações do óleo, os canadenses têm um custo de produção elevado. Cerca de 95% das reservas estão em areias betuminosas. “Algumas empresas estão sendo forçadas a cortar a produção e a dispensar trabalhadores no atual cenário de preços”, diz Klare.

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Altamiro Silva Junior/ CORRESPONDENTE / NOVA YORK

14 Fevereiro 2016 | 03h00

A produtora de petróleo e gás norte-americana Swift Energy, com operações nos estados do Texas e Louisiana, cortou 60% de seus investimentos, demitiu 20% de seus funcionários e até reduziu o tamanho de sua sede, em Houston, tudo para lidar com a queda de mais de 70% do preço da commodity desde meados de 2014. Nada disso adiantou. A companhia entrou no mês passado com pedido de falência em um Tribunal dos Estados Unidos e se transformou no mais recente exemplo de como os baixos preços da matéria-prima estão afetando a maior economia do mundo.

Como a Swift Energy, outras 41 empresas de médio porte na área de produção de petróleo e gás entraram com pedido de falência desde o início de 2015, conforme levantamento do escritório de advocacia Haynes & Boone. Essas companhias têm uma dívida de US$ 17,4 bilhões, contraída para financiar a extração de petróleo e, principalmente, para o boom de gás de xisto quando o petróleo estava acima de US$ 100. Além dessas, outras 39 empresas da cadeia, prestadoras de serviços ao segmento, também entraram com pedido de falência no ano passado.

“A empresa teve de tomar medidas em resposta à redução significativa dos preços do petróleo e do gás que tem afetado toda a indústria”, disse o presidente da Swift, Terry E. Swift, fundada em 1979. Com U$$ 1 bilhão em ativos, a companhia viu sua dívida bater em US$ 1,35 bilhão e as receitas caírem 55% no último trimestre de 2015, ante igual período de 2014. Após fazer ajustes e os preços da matéria-prima continuarem caindo, restou entrar com pedido de falência e recuperação judicial.

Os números das falências nos EUA até agora ainda são pequenos quando comparados às centenas de empresas que operam no setor, mas prevalece o pessimismo entre os especialistas, que alertam para mais deterioração da situação financeira das empresas. Para 2016, o quadro esperado para as falências é ainda pior do que foi em 2015.

A IHS, consultoria do setor de energia, estima que mais 150 companhias podem falir em 2016, quase quatro vezes mais do que o apurado em 2015.

Nas gigantes do setor de petróleo dos EUA ainda não houve falências, mas o cenário também não é animador. Corte de investimento, demissões em massa, redução de dividendos e forte piora dos resultados financeiros vêm marcando o setor desde meados de 2014. A maior petroleira dos EUA, a ExxonMobil viu seu lucro cair 58% no quarto trimestre de 2015. No mesmo período, a Chevron, a segunda maior, passou de ganho para prejuízo de US$ 588 milhões no final do ano passado.

‘Lado bom’. Os esperados benefícios que a queda da cotação do petróleo trariam para a economia dos Estados Unidos não ocorreram como o previsto. A expectativa de organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, e de casas financeiras de Wall Street, como Morgan Stanley, Bank of America e Goldman Sachs, era de que a redução dos preços dos combustíveis nos postos liberaria mais recursos para as famílias norte-americanas gastarem com consumo, o motor do crescimento dos EUA. “A redução dos combustíveis equivale a um corte anual de impostos de US$ 200 bilhões para os americanos”, afirmou o presidente da gestora Cumberland Advisors, David Kotok.

Mas os recursos que as famílias deixaram de gastar com gasolina não foram direcionados, na intensidade esperada, para o mercado de consumo, afirmou o economista-chefe da consultoria Pantheon Macroeconomics, Ian Shepherdson. Os dados mais recentes, de dezembro, mostram que os americanos estão preferindo poupar o aumento da renda ao invés de consumir mais. As vendas de final de ano em várias redes de varejo, como a Macy’s e a Amazon, decepcionaram.

Em janeiro do ano passado, os economistas do JPMorgan previram que a queda do preço do petróleo faria o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA crescer mais 0,7 ponto em 2015. O banco reviu a projeção e espera agora que a retração do preço reduza em 0,3 ponto porcentual o PIB do país em 2015, por conta dos impactos negativos na cadeia produtiva do setor.

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Bancos dos EUA têm US$ 100 bi em créditos e calote já preocupa

A derrocada dos preços do petróleo não está provocando estragos apenas nas empresas do setor nos EUA. A piora da situação financeira das companhias já se refletiu nos balanços dos maiores bancos do país no quarto trimestre de 2015 e pode ter novo impacto nos resultados deste ano. Citigroup, Bank of America, Wells Fargo e JPMorgan tiveram aumento de inadimplência no setor, fizeram reforço importante das provisões para calotes e preveem nova rodada de aumentos nessas reservas em 2016. As seis maiores instituições financeiras do país fecharam dezembro com US$ 100 bilhões emprestados para empresas do setor de petróleo e gás.</p>

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ALTAMIRO SILVA JÚNIOR / CORRESPONDENTE EM NOVA YORK

14 Fevereiro 2016 | 03h00

Um estudo da consultoria AlixPartners calcula que as companhias que extraem o óleo vão gerar este ano um caixa US$ 102 bilhões menor do que elas precisariam para manter só as operações básicas. O mesmo levantamento mostra que as petroleiras dos EUA e do Canadá perdem US$ 2 bilhões por semana extraindo o produto nos preços atuais.

Um dos indícios da deterioração da situação financeira das empresas de petróleo é a forte piora da classificação de risco de crédito do segmento. Só no ano passado, a Standard & Poor’s (S&P) rebaixou o rating de 100 empresas do setor apenas nos EUA e prevê que a tendência continue em 2016, com várias companhias perdendo o grau de investimento.

“A derrocada do petróleo pode ser um dos principais testes para os maiores bancos dos EUA desde a crise financeira mundial", afirma o jornal The New York Times. A exposição dos bancos ao setor de petróleo não é tão alta como era com o segmento imobiliário antes da crise de 2008. Em algumas instituições, como Wells Fargo, a exposição está na casa dos 2% da carteira. Mesmo assim, o tema virou o principal foco de preocupação de analistas e investidores, dominando os questionamentos aos executivos dos bancos nas teleconferências de resultados nas últimas semanas, o que contribuiu para provocar quedas recentes das ações do setor financeiro nas bolsas.

O reforço nas provisões para devedores duvidosos foi registrado em vários bancos dos EUA no quarto trimestre de 2015. O Bank of America ampliou as reservas para calotes em US$ 264 milhões, principalmente por causa de preocupações com o setor de petróleo. O JPMorgan elevou em US$ 124 milhões e o Citi aumentou em US$ 300 milhões as provisões só para o segmento.

Estes mesmos bancos também ficaram mais rigorosos na liberação de novos créditos para o setor.

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