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Fugindo da crise, alemã Evonik abrirá duas novas fábricas no Brasil em 2014

Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2012 | 21h 58

Empresa do setor químico investirá R$ 350 milhões no Paraná e em São Paulo; empresa terá também nova unidade na Argentina

SÃO PAULO - A gigante alemã de especialidades químicas Evonik, que faturou 14 bilhões em 2011, está apostando suas fichas na América Latina para fugir da crise na Europa, que hoje é seu principal mercado. A empresa abrirá três novas unidades na região - duas no Brasil e uma na Argentina -, que consumirão investimentos de R$ 520 milhões. As unidades brasileiras ficarão em Americana (SP) e em Castro (PR) e deverão estar prontas em 2014.

A fábrica paulista vai produzir princípios ativos para a indústria de cosméticos, com o objetivo de fornecer matéria-prima para companhias que já são clientes globais da Evonik e estão localizados no Estado, como Procter & Gamble, L’Oreal e Unilever. Já a unidade paranaense produzirá ingredientes para aumentar a eficiência da alimentação de frangos - o objetivo é fornecer o produto para agroindústrias próximas, incluindo uma unidade avícola da Brasil Foods.

De acordo com Weber Porto, presidente da Evonik na América do Sul, do total de investimentos previstos para a região, cerca de dois terços (R$ 350 milhões) serão aplicados no Brasil. A terceira fábrica, de catalisadores para biocombustíveis, será aberta na cidade argentina de Puerto San Martin, por causa do maior desenvolvimento desse mercado na nação vizinha. Segundo a Evonik, a produção de biocombustíveis na Argentina é praticamente equivalente à brasileira, apesar da diferente proporção dos dois mercados.

A aposta renovada no Brasil, depois de anos sem investimentos relevantes, se justifica pela necessidade de expandir mercados em um cenário de crise na Europa. De acordo com Patrik Wohlhauser, membro da diretoria executiva da Evonik, a expectativa para a Europa é de crescimento zero para os próximos anos. Quarenta por cento das vendas do conglomerado se concentram no continente. Por isso, a ordem agora é aumentar a aposta em nações emergentes asiáticas e latino-americanas.

Hoje, a América Latina - que não inclui o México, considerado parte da América do Norte pela empresa - tem o Brasil como carro-chefe. Por isso, a maior parte dos investimentos na região estarão concentrados por aqui. As vendas anuais atualmente somam 650 milhões, montante que a Evonik espera inflar para 1 bilhão nos próximos quatro anos.

Um novo Brasil. Hoje, o grupo mantém duas fábricas no Brasil: uma de peróxido de hidrogênio, usado como alvejante químico por indústrias de celulose, em Barra do Riacho (ES), e outra de catalisadores químicos para a indústria farmacêutica, já instalada em Americana (SP). A empresa mantém ainda um centro técnico e dois laboratórios de pesquisa no País.

Seguindo companhias que atuam em ramos similares, como a americana 3M e a alemã Basf, a Evonik passou a concentrar seus esforços em três segmentos: nutrição e saúde para o consumidor, eficiência de recursos e materiais especiais. As novas unidades brasileiras se concentram na primeira categoria, por causa da forte expansão do consumo do País ao longo da última década. De acordo com o presidente da operação sul-americana, o número de funcionários da Evonik no Brasil deverá subir de 300 para 400 até 2014.

Sediado na cidade alemã de Essen, o grupo Evonik foi formado em 2007, a partir de diversos processos de fusões e aquisições. Entre as cinco principais companhias que ajudaram a compor o que é hoje a Evonik está a Degussa, originalmente fundada no fim do século 19 e presente no Brasil desde 1953.

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