Funcionários dos Correios em São Paulo decidem manter greve

Os funcionários dos Correios em São Paulo decidiram em assembléia na Praça da Sé, no centro da capital paulista, continuar em greve pelo menos até amanhã, quando será realizada nova reunião, segundo informou a Agência Brasil. De acordo com Carlos Alberto da Silva, secretário-geral da regional paulista do sindicato da categoria, o Sintect-SP, os trabalhadores rejeitaram a proposta feita ontem pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vantuil Abdala. Eles discordam de ter que pagar pelas horas não-trabalhadas no período de paralisação. "A empresa precisava esclarecer como seria a forma de pagamento dessas horas. Se ela tivesse pago hoje os dias parados, a greve já teria acabado", enfatiza. O TST propôs o pagamento de abono linear de R$ 800,00, 8,5% de reajuste salarial retroativo ao dia 1º de agosto e outro aumento de 3,61% em fevereiro do próximo ano. Em compensação, os Correios se comprometeriam a não punir os grevistas e a não descontar os dias parados, desde que fosse negociada uma forma de reposição. De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, a adesão dos trabalhadores à greve foi de 15% hoje e 10% da distribuição de cargas estão em atraso. Já o sindicato divulgou que cerca de 75% dos funcionários permaneceram parados nesta quarta-feira. As informações são da Agência Brasil.

Agencia Estado,

21 Setembro 2005 | 18h43

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