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Geração de empregos em julho é a menor para o mês em 15 anos

Economia & Negócios - O Estado de S. Paulo

21 Agosto 2014 | 13h 47

Segundo o Caged, em julho foram geradas 11.796 vagas

Indústria de transformação fechou 15.392 vagas de trabalho
Indústria de transformação fechou 15.392 vagas de trabalho

Apesar da taxa de desemprego registrada no País estar na mínima histórica, a geração de empregos continua a dar sinais de fraqueza. Em julho, entre contratações e demissões, foram criadas 11.796 vagas de trabalho formal, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado representa a menor geração de empregos para o mês de julho desde 1999, quando junho registrou a criação de 8.057 postos.

O ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Dias, comentou que a geração de empregos "chegou ao fundo do poço" em julho e que a partir de agosto os números serão melhores.

Em junho, o País já havia registrado a menor criação de empregos em 16 anos. Em relação a julho de 2013, a geração de empregos em julho deste ano recuou 71,55%, sem ajuste sazonal. Com ajuste, a queda foi de 83,89%. Segundo analistas ouvidos pela Agência Estado, o saldo final veio dentro das expectativas, já que era era esperado desde queda de 55 mil vagas até geração de 33 mil empregos.

O saldo de julho é resultado de 1.746.797 admissões e de 1.735.001 demissões. A geração de empregos no governo Dilma Rousseff, com os dados de julho, atingiu 5.512.302 de contratações formais. No acumulado do ano até julho, a criação líquida de empregos formais de 632.224 vagas.

A indústria de transformação fechou 15.392 postos de trabalho em julho. Nos demais setores, o saldo foi positivo. Serviços criaram 11.894 vagas e a agricultura, 9.953 empregos. Na construção civil, foram gerados 3.013 postos e no comércio, 955.

O ministro Dias avaliou que a indústria tem jogado os números para baixo. Ele observou que entre os grandes setores, foi o único que demitiu no mês. "A indústria já passou seu período de ajuste e agora teremos recuperação", afirmou. "Historicamente, agosto e setembro são bons para geração de emprego. Chegamos ao fundo do poço, agora vamos continuar recuperando a geração de emprego", defendeu. Segundo ele, a expectativa é de que o resultado da indústria, em agosto, deve voltar a ser positivo.