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Economia

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GM consegue acordo e funcionários podem voltar ao trabalho

Após uma semana em greve, trabalhadores devem voltar aos postos em São José dos Campos nesta terça-feira

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Ana Fernandes e Mário Braga,
O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2016 | 19h41

A GM e representantes dos funcionários do complexo da companhia automotiva em São José dos Campos (SP) entraram em acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas. Os empregados devem retornar ao trabalho nesta terça-feira, 26, segundo informou a companhia, após uma semana de greve.

Entre os termos do acordo, ficou acertado que a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) será de R$ 5.600,00, a ser paga na próxima segunda, 29. A proposta inicial da GM era de R$ 4.250,00 e os funcionários pediam, até última sexta-feira, R$ 7.750,00.

Também ficou acertada a compensação, nos próximos seis meses, ou o desconto de metade dos seis dias parados - ou seja, reposição de três dias por parte dos funcionários. A primeira parcela do 13º salário será adiantada, com pagamento previsto para o dia 26 de fevereiro. 

A montadora disse, em nota, considerar a decisão positiva, mas destacou que os problemas de produtividade na planta de São José não foram resolvidos. "A GM acredita que essa decisão é positiva, mas não resolve a situação de competitividade do Complexo de São José dos Campos, visto que a paralisação da operação na fábrica por seis dias só contribuiu para aprofundar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva."

"A companhia reafirma ainda que fez, desde 2012, todos os esforços para evitar o corte de empregados, incluindo férias coletivas, lay-off, banco de horas e programas de desligamento voluntário", afirmou a companhia em outro trecho da nota.

Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região não foram encontrados para comentar o acordo desta segunda-feira. Os termos do acordo judicial ainda precisam passar por aprovação em assembleia dos empregados prevista para amanhã, dia 26.

Os funcionários em greve, na sexta-feira, diziam também protestar contra o não retorno de colegas que estavam em lay-off. Segundo o sindicato, cerca de 600 dos 4.200 funcionários da unidade estavam com contratos de trabalho suspensos há cinco meses e retomariam às atividades agora em janeiro.

A assessoria de comunicação da montadora esclareceu ao <b>Broadcast</b> que, em agosto de 2015, 798 funcionários foram colocados em lay-off. A GM apontou ainda que o acordo judicial firmado à época já previa que esses empregados seriam desligados neste mês de janeiro. Segundo a empresa, o tema não foi discutido hoje nas negociações no TRT. A GM não confirma o número atual de funcionários em São José dos Campos, justificando que a companhia não divulga número de funcionários por planta. 

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