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Economia

Automóvel

GM pretende cortar 1,5 mil funcionários no ABC paulista

Sindicato informa que metalúrgicos, que estão com o contrato de trabalho suspenso, retornariam na próxima semana

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Cleide Silva,
O Estado de S.Paulo

29 Fevereiro 2016 | 21h27

A General Motors pretende demitir 1,5 mil trabalhadores da fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, informou o Sindicato dos Metalúrgicos local. Eles estão em lay-off (suspensão dos contratos de trabalho) e deveriam retornar à fábrica na próxima semana.

Ao todo, há 2.250 trabalhadores no lay-off, mas entre 300 e 400 devem retornar à fábrica e o restante, segundo o vice-presidente do sindicato, Francisco Nunes, é de pessoas com estabilidade por serem portadoras de doenças profissionais.

Nunes informou que nesta terça-feira, 1º, às 9h, haverá reunião com dirigentes da empresa para tentar encontrar uma alternativa às demissões. Uma das propostas da entidade é a prorrogação do lay-off, medida já adotada anteriormente.

Segundo ele, a fábrica emprega atualmente 9,8 mil trabalhadores. A GM alegou em reunião com os sindicalistas que não há sinais de recuperação do mercado, por isso não tem como absorver esses operários na linha de produção, que opera com ociosidade.

"Se a empresa insistir em demitir, vamos parar a fábrica por tempo indeterminado", avisou Nunes. A empresa não comentou o assunto.

No ano passado, a indústria automobilística demitiu 14,7 mil trabalhadores. Em janeiro deste ano, já ocorreram mais 400 dispensas. O setor emprega atualmente 129,4 mil pessoas, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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