Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Governo anuncia 25,6 mil novas unidades do Minha Casa, Minha Vida

De acordo com o ministério, desde 2014 nenhuma contratação foi feita para a faixa 1 do programa; sobre a crise política, ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que em nenhum momento pensou em deixar o governo

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

02 Junho 2017 | 10h34

BRASÍLIA - O Ministério das Cidades anunciou nesta sexta-feira, 2, as novas contratações para a faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que contempla famílias com renda mensal bruta limitada a R$1,8 mil. O investimento previsto é de R$2,1 bilhões.  As contratações devem estar concluídas em até 180 dias, e contemplam 122 propostas selecionadas pelo ministério, em 77 municípios, de acordo com a pasta. 

De acordo com o ministério, desde 2014 nenhuma contratação foi feita para a faixa 1 do programa. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que o governo passou por um processo de recuperação do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) com realismo fiscal, para permitir que as ações caminhem de maneira sustentável.

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Outra novidade é que a modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) passa a privilegiar critérios de urbanização, infraestrutura prévia e proximidade de serviços públicos e centros urbanos. Foram contempladas 25.664 novas unidades, que correspondem a 122 propostas selecionadas pelo ministério.

A meta, para 2017, é que sejam contratadas 170 mil novas unidades habitacionais para esta faixa do programa. Desse total, 100 mil unidades por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

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O ministério priorizou as propostas de empreendimentos mais próximos aos centros urbanos - uma reclamação frequente em empreendimentos passados - e perto de agências bancárias, lotéricas e pontos de ônibus. A doação ou cessão do terreno pelas prefeituras também pesou nas escolhas. 

Pelas novas regras do programa, os projetos devem ter no máximo 500 unidades por conjunto habitacional, podendo chegar a até 2 mil unidades em empreendimentos localizados em cidades com mais de 100 mil habitantes

O ministro anunciou ainda que governo irá lançar um novo modelo de Aluguel Social, para a construção de empreendimentos pela iniciativa privada com a garantia de 30 anos de aluguel. "Faremos uma parceria com a Caixa para projeto piloto de novo Aluguel Social, deve ser anunciado no fim de 2017 ou em 2018", completou. 

Crise política. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que em nenhum momento pensou em deixar o governo. A saída dos ministros do PSDB foi cogitada durante a crise política. 

"Nunca declarei que estaria saindo do ministério, não o faria sem falar com o presidente Michel Temer. O que houve foi uma discussão interna da minha bancada, onde se especulou a saída dos ministros e isso tomou uma proporção maior do que realmente aconteceu", explicou. "O PSDB tem atitudes coletivas, não é um ministro que fala pela bancada. A decisão do partido será sempre balizada pela discussão interna", completou. 

Segundo o ministro, a pasta das Cidades trabalhou muito pelo anúncio que está sendo feito hoje. "O governo não parou, o governo segue. Anunciar novas contratações após pegar ministério 'quebrado' significou grande trabalho", concluiu. 

/COM INFORMAÇÕES REUTERS E AGÊNCIA BRASIL

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