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Economia

horário de verão

Governo desiste de prorrogar o horário de verão até março

Medida era estudada como alternativa para economizar energia, mas o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, explicou que os cálculos mostraram que a alteração não valeria a pena

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Eduardo Rodrigues,
O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 19h14

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou que o governo desistiu de prorrogar o horário de verão por mais um mês para economizar energia. Ele explicou que os cálculos mostraram que a medida não valeria a pena. O horário de verão termina, portanto, no dia 22 de fevereiro.

"As conclusões, após avaliação técnica, mostraram que a medida não valeria a pena, porque parte do País ficaria mais escura no período do manhã, o que aumentaria o consumo nesse horário. Além disso, a extensão do horário de verão demandaria ajustes na aviação civil", disse Braga, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Foi o próprio ministro que levantou a ideia de ampliar a vigência do horário de verão, na semana passada.

De acordo com o ministro, durante a reunião de hoje foram apresentadas análises sobre as previsões hidrológicas e do nível dos reservatórios que, segundo Braga, têm indicadores positivos, mas não conclusivos, para o mês de março. Por isso, uma nova reunião foi marcada para o fim de fevereiro. 

Geradores. Conforme dito ontem pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, a presidente Dilma deu hoje o aval para que sejam tomadas medidas de estimula para a chamada "geração distribuída", que é aquela feita pelos próprios consumidores, por meio de geradores, seja nas residências ou nas empresas. De acordo com o ministro Braga, o órgão regulador irá formular compensações para que esses consumidores aumentem o uso dos geradores das atuais três horas diárias para até seis horas por dia. 

"Como este estímulo, podemos ter uma geração na ponta de carga de até 3 mil megawatts, o que significa um adicional no sistema de 300 megawatts médios por mês", explicou Braga. De acordo com ele, a medida não terá custos adicionais nas contas de luz e nem dependerá de subsídios bancados pelo governo. "O que haverá será uma substituição de parte da energia comprada pelas distribuidoras no mercado à vista por essa eletricidade gerada pelos próprios consumidores que, inclusive, é mais barata", argumentou o ministro.

Eficiência. Braga adiantou também que o Ministério do Planejamento publicará amanhã (12) uma portaria com regras para a economia de água e luz nos prédios públicos federais. Segundo o ministro, esse será o primeiro passo de uma campanha mais ampla de eficiência energética que será lançada pelo governo dentro de duas semanas.

Conforme o ministro de Minas e Energia, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e a Eletrobras divulgarão uma cartilha de eficiência energética que estará também disponível para qualquer cidadão que queira aderir voluntariamente ao esforço de economia de energia. "A nossa meta é alcançar até 30% de economia de energia no setor público. Nesse primeiro momento, começaremos com os prédios públicos. Mas a intenção é levar o modelo também às distribuidoras, estimulando a atualização da iluminação pública com lâmpadas de LED e correções nas redes para a diminuição de perdas de eletricidade", completou. 

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