Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Governo deve adiar votação da reforma trabalhista para semana que vem

Apesar de considerar ter margem suficiente para aprovação, plano seria ganhar tempo para convencer grupo de indecisos

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 16h13

BRASÍLIA - Embora considere já ter o número suficiente de votos para aprovar a reforma trabalhista na Câmara, o governo deve adiar nesta terça-feira, 4, a apreciação do texto no plenário para a semana que vem. 

O plano é ganhar tempo para convencer um grupo de deputados que permanece indeciso, o que daria uma margem considerada confortável para uma vitória.

O governo considera que pode ter entre 43 e 48 votos. Para aprovar o texto, são necessários 41 votos. Há um grupo de indecisos que preocupa o governo. Entre eles, estão os senadores que reconhecem a importância da reforma, mas têm críticas, como Lasier Martins (PSD-RS), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Magno Malta (PR-ES).

Urgência. No começo da tarde desta terça-feira, senadores realizaram sessão prévia de debate no plenário, dentro da sessão que precede a ordem do dia. O debate começou às 14h. Na agenda do dia, está, entre outros itens, a votação do requerimento de regime de urgência para a tramitação do projeto de reforma trabalhista. 

Não há horário programado para o início da ordem do dia. Se o pedido de urgência for aprovado, o projeto entra na pauta do plenário na segunda sessão ordinária seguinte, podendo ser votado a qualquer momento.

Fácil. Considerada “a mais fácil” das duas reformas estruturais em tramitação no Congresso, a mudança na legislação trabalhista foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas rejeitada pela Comissão de Assuntos Sociais. O governo articula um acordo com vários senadores que se declaram indecisos sobre o tema para aprovar o projeto. 

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