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Eletrobrás deve abrir PDV para 2,4 mil funcionários

Proposta se segue ao Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), que recebeu a adesão de 2,1 mil pessoas, numa economia estimada em cerca de R$ 900 milhões por ano

Luciana Collet, Broadcast

02 Outubro 2017 | 16h15

Enquanto o governo prepara um gestor para o processo de privatização da Eletrobrás, a estatal vai tomando medidas para sanear seu caixa. Entre elas, a Eletrobrás deve abrir em breve um Programa de Demissão Voluntária (PDV), com expectativa de adesão de até 2,4 mil funcionários. O programa se segue ao Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), que recebeu a adesão de 2,1 mil pessoas, numa economia estimada em cerca de R$ 900 milhões por ano.

O novo programa tem como base o início da operação do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), que deve entrar em operação em janeiro do ano que vem. "Sabemos que temos mais pessoas do que precisaremos com base nos novos processos estabelecidos e ofereceremos isso agora para esses empregados, para que a saída ocorra a partir de janeiro, tal qual a implementação", disse o presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior.

O executivo lembrou que os funcionários que aderiram ao PAI ainda estão em fase de desligamento, com a saída de 15 por dia. O último grupo deve se desligar em 15 de dezembro.

Gestor. Outro assunto na pauta do executivo é o processo de privatização da empresa. O governo está prestes a definir um gestor para a venda da empresa, enquanto a modelagem da operação deve ser "compartilhada" até o fim do ano, disse Wilson Ferreira Junior. Ele reforçou a ideia de uma privatização por meio de aumento de capital, com recursos a serem captados para fazer investimento que "faça sentido", e venda de "parcelas de capital" de forma pulverizada, de maneira que a companhia se transforme em uma corporação.

Ferreira Junior defendeu a privatização como forma de evitar o uso político e o corporativismo da estatal, que, segundo ele, estão entre os motivos que levaram a companhia a sua difícil situação econômica e operacional até meados do ano passado, quando o executivo assumiu a direção da estatal. 

Conforme destacou o presidente da Eletrobrás, há cerca de um ano e meio, a companhia registrava um endividamento de quase nove vezes e tinha custos operacionais 50% acima dos definidos nas tarifas. Além disso, enfrentava problema no âmbito da governança. "Naquele momento, já era importante o tema da privatização", disse. 

Ativos. Além das aposentadorias incentivadas e da criação do CSC, ressaltou Ferreira Junior, outro avanço na estrutura de compliance da Eletrobrás é um programa de venda de ativos, que inclui suas distribuidoras e participações minoritárias em Sociedades de Propósito Específico (SPEs). "O endividamento que era de quase 9 vezes hoje está em 4,7 vezes", disse. "Esperamos que em seis meses a gente reduza o número de SPEs e faça trabalho de incorporação e eliminação de outras que não têm mais razão de ser", acrescentou.

O executivo lembrou que a modelagem para a venda das distribuidoras do grupo foi entregue na semana passada e a administração da Eletrobrás está atualmente "digerindo" a proposta. Ele confirmou que o processo de privatização deve ocorrer no início do ano que vem, com certo atraso em relação ao cronograma inicial, de executar a venda até o fim deste ano.

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