Christian Hartmann/Reuters
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Governo investe R$ 25 milhões para retomar propagandas sobre Previdência

Disposto a tentar mudar a imagem da reforma e convencer a população de que as mudanças são importantes, governo vai veicular mais três filmes a partir de sexta-feira, 17

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2017 | 20h18

BRASÍLIA - O governo investiu R$ 25 milhões para retomar propagandas sobre a reforma da Previdência. O valor vai financiar três filmes que passarão a ser veiculados a partir de sexta-feira, 17. O valor está dividido pelas três agências que prestam serviço ao governo. A previsão é que essa fase da campanha dure dez dias.

Segundo auxiliares do governo, a campanha vai reforçar que a reforma visa combater os privilégios e que é a favor da igualdade de direitos. Há a previsão de que os filmes, de duração de cerca de um minuto, também ressaltem que não haverá mudanças na aposentadoria rural.

++TV Estadão: Entrevista com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira

Por se tratar de uma peça publicitária, o presidente Michel Temer não participa dos filmes. No entanto, segundo auxiliares, Temer deve usar todos os seus discursos para destacar a necessidade da reforma da Previdência. 

Esforço. A dança das cadeiras que deve acontecer com a reforma ministerial também pode ajudar na aprovação da reforma. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta terça-feira, 14, em entrevista ao Estadão/Broadcast que a mudança nos ministérios pode contribuir para a aprovação das mudanças nas regras previdenciárias.

++Só falta ambiente político para aprovar a Previdência, diz Dyogo

"Temos de fazer um esforço para aprovar [a Previdência] o quanto antes. O Congresso já está muito bem informado sobre o conteúdo da reforma, a questão é criar ambiente político para votação", afirmou Oliveira, que acredita na aprovação da reforma da Previdência ainda em 2017.

Sobre a pauta, que tem enfrentado dificuldades para avançar desde maio, quando veio à tona a delação da JBS, o ministro ponderou que não aprová-la pode acarretar efeitos negativos à economia. "Embora a reforma em si tenha um processo de ajustamento de 30 anos, o efeito é imediato, já que afeta as expectativas. O inverso, portanto, também é verdade", explicou Oliveira. "Pode haver um processo de destruição dos fundamentos se a reforma não for aprovada. O que foi construído pode ser frustrado se não houver continuidade da agenda."

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