Governo não jogou a toalha para tentar aprovar a reforma da Previdência, diz Dyogo

Governo não jogou a toalha para tentar aprovar a reforma da Previdência, diz Dyogo

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o jantar com o presidente Michel Temer e lideranças partidárias foi positivo, com manifestações favoráveis à reforma por parte dos comandos dos partidos

Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 11h29

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, negou nesta quinta-feira, 7, que o governo tenha jogado a toalha nas tentativas de aprovar a reforma da Previdência. Segundo ele, não houve ainda possibilidade de definir claramente a agenda de votação, mas as reuniões vão prosseguir até que haja essa clareza. “Acredito na aprovação da reforma da Previdência ainda este ano na Câmara dos Deputados”, afirmou o ministro em café da manhã com jornalistas.

Oliveira afirmou que o jantar ontem com o presidente Michel Temer e lideranças no Palácio do Alvorada foi muito positivo, com manifestações favoráveis por parte dos comandos dos partidos. Ele reconheceu, porém, que a definição da data de votação não é algo simples. “Agora, processo político é complexo, denso. Não é algo que o governo faz uma reunião, passa uma decisão e todo mundo sai executando. É preciso construir esse processo político com Parlamento e criar ambiente para votar”, disse.

Segundo ele, qualquer decisão sobre a data de votação cabe à Câmara dos Deputados. Lideranças ontem conversaram sobre a possibilidade de deixar a aprovação da Previdência para a última semana do ano legislativo, entre 18 e 22 de dezembro. Oliveira, porém, desconversou sobre o risco dessa hipótese. “A decisão do calendário não foi tomada ontem, não vale a pena ficar conjecturando”, disse.

Na visão do ministro do Planejamento, o ambiente hoje é muito mais positivo do que era na semana passada ou até mesmo do que há nove meses. A expectativa agora é que a adesão dos parlamentares à proposta continue crescendo. Na avaliação do governo, as resistências hoje são políticas, não técnicas.

“Na reunião de ontem, um líder de partido contou que o cenário passou de péssimo para razoável. Nem passou pelo ruim. Com mais trabalho de convencimento, isso vai alcançar o nível bom de que precisamos. Claro que isso vai demandar interlocução contínua com Congresso Nacional”, disse Oliveira.

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