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Governo vai negociar mudanças para facilitar aprovação de reforma trabalhista na Câmara

Texto-base da proposta foi aprovado em comissão especial; votação em plenário deve ser concluída até 5ª feira

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2017 | 18h37

BRASÍLIA - O governo vai tentar negociar com o relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), novas mudanças no projeto para facilitar a aprovação do texto no plenário da Câmara. A votação deve acontecer nesta quarta-feira, 26. O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), foi escalado para procurar o relator ainda nesta terça-feira e conversar sobre o assunto.

O diagnóstico é que a maioria dos destaques (sugestões de alteração) ao texto foi apresentada por partidos da base aliada e que o projeto vai precisar passar por alguns ajustes para que seja aprovado com mais rapidez.

Nesta terça, a comissão especial da reforma trabalhista aprovou o relatório do projeto por 27 votos a 10. Os 25 destaques, no entanto, ficaram para serem analisados diretamente no plenário.

A reforma trabalhista é considerada uma das prioridades do governo do presidente Michel Temer. O relator, no entanto, ampliou significativamente o texto inicial enviado pelo Executivo e sugere modificar mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Entre os principais pontos do texto, está a prevalência do que foi negociado entre patrões e empregados sobre a CLT, a possibilidade de dividir os 30 dias de férias em três períodos e ações para restringir o número de ações trabalhistas. Uma das propostas que deve gerar mais discussão em plenário é o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical.

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