Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

GPA pode testar nova jornada permitida pela reforma Trabalhista

Grupo dono das redes Pão de Açúcar e Assaí vai testar a jornada de trabalho de 12x36 em algumas lojas, mas não divulgou detalhes sobre o início ou duração do piloto com a nova jornada

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2017 | 18h39

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) pode testar em algumas de suas lojas a jornada de trabalho de 12 por 36 horas, que passou a ser aceita com a reforma trabalhista. A jornalistas, o presidente da companhia, Ronaldo Iabrudi, afirmou no entanto que a empresa "olha com muita cautela e muita responsabilidade" os novos modelos de contrato permitidos pela reforma.

De acordo com o executivo, a companhia avalia implementar a nova jornada num formato "piloto" em algumas lojas. A percepção inicial da companhia, disse ele, é que a jornada 12x36 poderia ser benéfica porque reduz o tempo gasto por empregados no transporte até o trabalho, já que o número de vezes que o trabalhador precisa ir de casa ao local de trabalho é menor.

++GPA projeta investir até R$ 1,4 bi em 2018 e abrir novas lojas

Desempenho. O GPA espera investir cerca de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,4 bilhão em 2018, patamar próximo do aportado nos últimos anos, conforme informou a jornalistas nesta terça-feira, 5, Ronaldo Iabrudi. A maior parte dos recursos será destinada a projetos de expansão, como abertura de novas lojas da rede de "atacarejo" Assaí e reformas na rede Pão de Açúcar.

O foco no ano que vem continua na rede de "atacarejo". Assim como em 2017, o GPA espera abrir 20 novas lojas da rede, embora nem todas sejam imóveis completamente novos.

A companhia vai seguir com a estratégia de transformar lojas que antes eram hipermercados Extra em pontos do Assaí. A expectativa, no entanto, é que o número de lojas convertidas seja menor do que em 2017: neste ano, das 20 novas lojas Assaí, 15 vieram de conversões.

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