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Fábio Motta/Estadão

Graça Foster diz não saber de esquema de propinas

Ex-presidente da Petrobrás responde a processos nos Estados Unidos movidos por investidores contra a petroleira

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Altamiro Silva Júnior, correspondente,
O Estado de S.Paulo

21 Março 2016 | 23h18

NOVA YORK - A ex-presidente da Petrobrás Maria das Graças Foster, que é ré nos processos contra a petroleira brasileira nos Estados Unidos, negou em documento enviado à Corte de Nova York que soubesse de irregularidades na companhia investigadas pela operação Lava Jato, incluindo a compra da refinaria de Pasadena por preço inflado e pagamento de propinas por empreiteiras a funcionários da empresa. Graça pede que o juiz responsável pelo caso, Jed Rakoff, rejeite as acusações dos investidores.

No começo do mês, outro ex-presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, também réu no processo, já havia enviado documento em que negava ter conhecimento dos desvios de recursos e pagamentos de propinas que envolveram a Petrobrás e um grupo de construtoras. Outros diretores, como o ex-diretor financeiro, Almir Barbassa, também negaram, em documentos separados, saber das irregularidades.

Os advogados de Graça Foster, que foi presidente da Petrobrás entre 2012 e o começo de 2015, contestam uma a uma as 681 acusações feitas pelos investidores no processo consolidado da petroleira, apresentado ao juiz em dezembro de 2015. “A diretoria executiva da Petrobrás, incluindo Graça Foster e Gabrielli, tiveram repetidas informações sobre as fraudes”, afirmam os fundos na ação coletiva consolidada.

Graça Foster nega que soubesse do esquema e ainda contesta a informação presente no processo dos fundos de que foi informada das irregularidades pela gerente de abastecimento da Petrobrás, Venina Velosa da Fonseca. A gerente afirma ter enviado e-mails para Graça, então diretora da área de gás e energia, e que em 2008 a encontrou pessoalmente para falar das supostas irregularidades de contratos com preços inflados.

A ex-presidente da Petrobrás afirma saber que ex-funcionários da estatal, como o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, foram presos, acusados de pagamento de propina e outras irregularidades, mas nega que ela também soubesse na época desses esquemas.

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