Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Graça renuncia e ações da Petrobrás fecham em alta na Bovespa

Papéis chegaram a registrar forte valorização durante o pregão, mas diminuíram os ganhos; ações preferencias subiram 0,20% e as ordinárias, 1,12%

Luana Pavani  e Denise Abarca, Agência Estado

04 Fevereiro 2015 | 10h45

Atualizado às 17h34

Um dia após as ações da Petrobrás dispararem mais de 15% na Bolsa, os papéis da estatal fecharam em leve alta nesta quarta-feira. O papel ON subiu 1,12%, enquanto o PN avançou 0,20%. Mais cedo, as ações da companhia registraram forte alta, impulsionadas pela confirmação da saída de Graça Foster e de outros cinco diretores da estatal, mas depois diminuíram os ganhos.A Bovespa terminou o dia com valorização de 0,69%, aos 49.301 pontos. 

A informação sobre a renúncia consta em resposta da estatal a ofício da BM&FBovespa e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pedindo esclarecimentos sobre as notícias veiculadas na mídia em relação à substituição de executivos da Petrobrás, que geraram a forte alta das ações no pregão de terça-feira.

A nova diretoria será eleita em reunião do conselho de administração na próxima sexta-feira, 6 de fevereiro. Na lista dos cotados para substituir Graça estão o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o ex-presidente da BR Distribuidora Rodolfo Landim, que trabalhou com Eike Batista na OGX, e o ex-presidente da Vale Roger Agnelli.

Conforme o Estado apurou, o governo mudará a estrutura do conselho de administração da empresa. Composto por dez membros, sete são representantes da União, controladora majoritária da empresa. Mas apenas dois sem vínculo direto com o governo: o general da reserva Francisco Albuquerque e Sérgio Quintela, dirigente da FGV. Os demais são ministros, ex-ministros e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. A intenção, segundo fonte do próprio governo, é profissionalizar o conselho, substituindo-os por profissionais da iniciativa privada.

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