Greve no IBGE prejudica divulgação da taxa de desemprego de maio

Sem os dados de Salvador e Porto Alegre, instituto informou apenas as taxas de quatro regiões metropolitanas; em São Paulo, taxa de desemprego ficou em 5,1% em maio

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A greve de servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) impediu a divulgação, nesta quinta-feira, 26, da taxa média de desemprego de maio para as seis principais regiões metropolitanas do País, apurada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

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Faltaram os dados de Salvador e Porto Alegre. Segundo o órgão, a paralisação resultou em atraso das etapas de coleta, apuração, crítica, análise e avaliação de informações. A coleta dos dados de junho também está atrasada.

O órgão deslocou servidores para recuperarem as informações de maio das regiões metropolitanas afetadas. Caso a greve tenha prejudicado a qualidade das informações coletadas para a PME, o IBGE pode deixar de ter a taxa média de desemprego em maio para o conjunto das seis principais regiões metropolitanas do País.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, a região metropolitana de Porto Alegre foi a mais prejudicada. Por causa da paralisação, dois municípios da região não tinham informações coletadas, por isso o órgão enviou funcionários para reforçar a equipe local. "Ontem (esses funcionários) já tinham coberto 70% desses dois municípios que estavam zerados", afirmou. 

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Taxa. Dentre as regiões metropolitanas que não foram prejudicadas, a taxa de desemprego em São Paulo, região metropolitana com maior peso na pesquisa, ficou em 5,1% em maio, ante 5,2% em abril. No Rio de Janeiro, a taxa foi de 3,4% em maio, ante 3,5% em abril. Em Belo Horizonte, a taxa de desocupação passou de 3,6% em abril para 3,8% em maio. No Recife, a taxa saiu de 6,3% em abril para 7,2% em maio.

Greve. A paralisação, que ocorre, que ocorre há um mês por condições melhores de salários e trabalho, impossibilitou a conclusão de dados de duas das seis regiões metropolitanas analisadas: Salvador e Porto Alegre.

O IBGE ainda não definiu quando irá divulgar a taxa média de maio da PME. Em abril, a taxa de desemprego foi de 4,9 por cento, mínima histórica para o mês.

O instituto trabalha para substituir a PME pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mais abrangente. De acordo com ela, no primeiro trimestre deste ano a taxa média de desemprego do Brasil subiu a 7,1% após 6,2% nos últimos três meses de 2013. (Com informações da Reuters)

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