'Eduardo Guardia assume um navio que pusemos no rumo certo', diz Temer

'Eduardo Guardia assume um navio que pusemos no rumo certo', diz Temer

Presidente Michel Temer também elogiou passagem de Henrique Meirelles pela Fazenda e o classificou como 'um dos melhores ministros que Brasil já teve'

Carla Araújo, Anne Warth e Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2018 | 15h47

BRASÍLIA- Na reta final de seu governo, o presidente Michel Temer disse nesta terça-feira, 10, que a aprovação do teto de gastos é uma medida que se deve ao empenho do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Em cerimônia de posse de dez novos ministros, Temer disse que Meirelles foi essencial para que o País recuperasse a credibilidade das contas públicas e o crescimento sustentável.

“O País hoje tem bases firmes, e reitero que muito disso se deve à forma séria com que Henrique Meirelles atuou na área econômica”, afirmou. “Ele também fez avançar a chamada agenda da produtividade, que e está deixando o ambiente de negócios mais fácil, ágil e moderno”, afirmou. Temer disse que Meirelles foi um dos melhores ministros da Fazenda que o Brasil já teve.

Ao dar posse para o novo ministro, o ex-secretário-executivo da Fazenda Eduardo Guardia, Temer disse que ele assume “o time de um navio que, convenhamos, nós todos pusemos no rumo certo”. Temer destacou que Guardia tem vasta experiência no setor público e privado e que saberá conduzir o ministério de forma inteligente e serena.

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A exemplo do que já ocorreu em governos anteriores no último ano do mandato, o presidente Michel Temer deu posse a dez ministros em cerimônia no Palácio do Planalto, sendo que boa parte deles já eram secretários-executivos ou ocupavam o cargo interinamente.

Segundo auxiliares do presidente, apesar de tentar buscar “notáveis”, o governo acabou cedendo e as trocas foram arranjadas com os partidos da base aliada, que já estavam com seus espaços na Esplanada. No início do ano, Temer também tinha a intenção de vincular as trocas dos ministros ao projeto eleitoral do Planalto e do MDB.

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Tomaram posse nesta terça-feira: Eduardo Guardia (Fazenda); Esteves Colnago (Planejamento); Moreira Franco (Minas e Energia); Rossieli Soares da Silva (Educação); Alberto Beltrame (Desenvolvimento Social); Vinicius Lummertz (Turismo); Antônio de Pádua de Deus (Integração Nacional); Leandro Cruz Fróes da Silva (Esporte).

Além disso, três interinos foram efetivados no cargo: Marcos Jorge (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior); Helton Yomura (Trabalho) e Gustavo do Vale Rocha (Direitos Humanos). Acumulando também o cargo de subchefe de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, Vale Rocha, no entanto, tomou posse mais cedo sem cerimônia e não participou do evento desta tarde, pois estava em uma reunião do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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Fazenda. Conforme mostrou ontem o Estadão/Broadcast, o risco de isolamento da nova equipe econômica é a principal preocupação no Ministério da Fazenda. O temor é que o novo ministro não tenha canal de comunicação com o Palácio do Planalto e a mesma liberdade de ação que o seu antecessor Henrique Meirelles, que deixou o cargo para tentar viabilizar sua candidatura à Presidência.

Fontes do Planalto, no entanto, tentam minimizar os possíveis atritos com o novo titular da Fazenda e afirmam que, apesar de ele ser “mais fechado” do que Meirelles, a sua gestão não deve mudar muito em relação à de seu antecessor.

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Energia. o setor elétrico, a escolha de Moreira Franco para o Ministério de Minas e Energia fez com que as ações da Eletrobras despencassem nos últimos pregões. O temor no mercado é que a privatização da empresa seja deixada de lado, já que a equipe do ex-ministro Fernando Coelho Filho, que tratava a proposta como prioridade, também deixou a pasta.

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