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H-Buster pede recuperação judicial

MÁRCIA DE CHIARA - O Estado de S.Paulo

29 Março 2013 | 02h 10

Com dívida de mais de R$ 500 milhões, fabricante de produtos eletrônicos planeja vender uma linha de produção de TVs e notebooks

A H-Buster, fabricante de televisores, notebooks e aparelhos de som automotivo, entrou com pedido de recuperação judicial na 3.ª Vara Cível de Cotia, município de São Paulo. Com uma dívida de mais de R$ 500 milhões, a maior parte com o sistema financeiro, a companhia encerrou o ano passado com um prejuízo de R$ 300 milhões.

Segundo Eduardo Mônaco, advogado responsável pelo pedido de recuperação judicial, feito na semana passada, a maior parte do prejuízo acumulado veio da linha de televisores. "A linha de som automotivo é lucrativa, enquanto a de televisores é deficitária", diz o advogado.

A empresa tem duas fábricas: uma em Manaus (AM), onde são produzidos os televisores e notebooks, e outra em Cotia, que concentra a fabricação de aparelhos de som automotivo. Dois terços dos 2,2 mil trabalhadores estão em Manaus e o restante em Cotia. No ano passado, a empresa faturou R$ 1 bilhão com a produção de TVs, notebooks e aparelhos de som automotivo. No segmento de TVs e notebooks, a marca é tida como de produtos de segundo preço - isto é, aquelas marcas que não fazem parte do grupo líder do segmento.

Mônaco explica que a forte concorrência entre as marcas de televisores no mercado levou a uma grande redução nos preços dos aparelhos. Isso teria levado a empresa para o vermelho. Pesquisas de mercado mostram que, nos últimos 12 meses, os preços das TVs de tela fina caíram até 40%.

Para reverter o prejuízo, a empresa elaborava um plano negociação com os credores. Mas o pedido de recuperação judicial foi precipitado porque houve o bloqueio das operações da companhia no mercado financeiro, capitaneado por um banco. "A empresa ficou sem liquidez neste mês, sem capital de giro para pagar os funcionários e fornecedores de componentes, liberar os componentes no porto. Estamos com as linhas praticamente paradas."

Com a entrada de pedido de recuperação judicial, um banco decidiu tornar indisponível uma aplicação financeira feita pela companhia como quitação do empréstimo. Isso complicou a situação da empresa, que tenta agora renegociar com a instituição financeira a reversão da operação. Ao todo, a empresa tem R$ 250 milhões aplicados no mercado financeiro, a maior parte com esse banco.

Futuro. Em dez dias, a empresa deve apresentar um plano de recuperação, depois que o juiz se manifestar sobre o pedido de recuperação judicial na semana que vem, calcula o advogado.

Já faz parte dos planos da companhia a venda da linha de produção de televisores e notebooks. Segundo advogado, essa linha é muito moderna e está avaliada em R$ 800 milhões. Com a venda dessa parte da empresa, seria possível quitar todas as pendências e tocar a parte lucrativa da companhia, que é a produção de aparelhos de som automotivo.

Fundada em 2003, a empresa tem origem sino-brasileira. Os dois irmãos e sócios da companhia, Guilherme e Gilberto Ho, nasceram na China, mas vivem no Brasil desde crianças.

Mônaco conta que tanto o sindicato de metalúrgicos de Cotia, ligado à Força Sindical, como o de Manaus, filiado à CUT, já foram informados da situação da empresa. Segundo ele, a demanda imediata da empresa é conseguir obter capital de giro para efetuar o pagamento do salários de fevereiro, que deveriam ter sido quitados no dia 5 deste mês.

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