Eric Gaillard/Reuters
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Heineken vai usar sistema de distribuição da Brasil Kirin

A fabricante concluiu a compra da Brasil Kirin, que havia sido anunciada em fevereiro, por R$ 2,2 bilhões; produtos deixarão de ser distribuídos pelos engarrafadores da Coca Cola

Dayanne Souza, O Estado de S.Paulo

02 Junho 2017 | 05h00

A fabricante de bebidas Heineken, que concluiu na quinta-feira, 1º, a compra da Brasil Kirin – transação que havia sido anunciada em fevereiro, por R$ 2,2 bilhões –, afirmou que pretende usar o sistema de distribuição da Brasil Kirin, dona da marca Schin, para comercializar o portfólio da companhia. Hoje, os produtos da empresa no Brasil são distribuídos pelos engarrafadores da Coca Cola no País.

A aquisição da Kirin, que passava por dificuldades no mercado interno e, em 2015, foi responsável pelo primeiro resultado negativo do grupo japonês em sua história, é considerada estratégica pela Heineken, uma vez que o portfólio de marcas da Kirin é complementar e permitirá a atuação da holandesa em várias regiões brasileiras.

O negócio entre a Heineken e a Kirin obteve aprovação sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no último dia 24.

A aquisição dos ativos da Kirin fará do Brasil a maior operação individual global da holandesa, passando o México, que ocupava o posto desde a compra dos ativos de cerveja da Femsa, em 2010.

Musculatura. Após sete anos no País, a Heineken vai dobrar sua participação de mercado nacional de cervejas. Em termos industriais, porém, o salto será maior: serão 12 novas fábricas (contra as 5 anteriores) e mais 10 mil funcionários (além dos 2 mil que a companhia já tinha).

Com a aquisição, a Heineken passará a ter 20% do mercado brasileiro de cerveja, ficando atrás somente da Ambev, dona de marcas como Antarctica, Skol e Brahma, que domina dois terços do setor, mas à frente da Petrópolis, do rótulo Itaipava, que vinha crescendo fortemente nos últimos anos. Outro desafio do grupo será avançar em um mercado que recuou em 2015 e 2016. 

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