AFP PHOTO/Nelson ALMEIDA
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Henrique Meirelles afirma que 'legislação trabalhista do Brasil não foi feita para o mundo de hoje'

Ministro defendeu também a chamada PEC do Teto, aprovada no início da gestão de Michel Temer

Altamiro Silva Junior e André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 14h38

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira, 30, que a reforma trabalhista é necessária para fortalecer a negociação coletiva. "A legislação trabalhista do Brasil não foi feita para o mundo de hoje", disse. Além disso, ele também fez uma defesa às reformas econômicas empreendidas pelo governo federal, dizendo que elas terão como resultado a redução do custo do crédito.

Após admitir que é muito difícil a aprovação da reforma da Previdência no ano que vem, pelo fato de ser ano eleitoral, Meirelles reiterou que, por isso, o governo tem de aproveitar os últimos 40 dias úteis de 2017 para que o projeto passe no Congresso Nacional. "É o momento ideal", disse.

O ministro defendeu que a reforma seja aprovada no plenário da Câmara com o mesmo texto aprovado pela comissão especial da Casa. Segundo ele, se isso ocorrer, serão mantidos 75% dos benefícios fiscais da proposta original. "Tem chance [de ser aprovado no plenário da Câmara]? Isso é outra discussão", acrescentou Meirelles.

Apesar de ter reconhecido as dificuldades no Congresso, o ministro disse que, na sua visão, a aprovação da reforma é de interesse de todas as forças políticas do Brasil. Segundo o ministro, mesmo quem é publicamente contra a reforma quer que a proposta seja aprovada, para que o déficit previdenciário não se torne um problema para o próximo presidente.

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"Se reforma não for aprovada, será primeiro desafio do próximo presidente", disse. "Eu estava conversando com um grande líder da oposição e disse a ele: apesar do seu discurso, você, de noite, reza para que a Previdência seja aprovada", brincou o ministro.

Meirelles defendeu também a chamada PEC do Teto, aprovada no início da gestão de Michel Temer. O ministro argumentou que desde a Constituição de 1988 o Estado brasileiro tem crescido mais que a economia e que, agora, com a PEC do Teto, as despesas da União, em vez de subirem para 25% do PIB, vão cair para 15%. "Experiência internacional mostra que setor privado é mais produtivo que setor público", afirmou.

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As declarações foram dadas em São Paulo, durante almoço promovido pelo Lide, grupo de líderes empresariais criado pelo prefeito João Doria, que também estava presente. O ministro foi convidado para dar palestra sobre a situação da economia brasileira.

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