Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

IBGE aponta queda no número de trabalhadores sindicalizados

Taxa que era de 13,6% em 2012 recuou para 12,1% em 2016; demissões na indústria ajudam a explicar movimento

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 10h26

RIO - O número de pessoas sindicalizadas encolheu no País nos últimos anos, segundo a Síntese da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 18.

Em 2016, 16,9 milhões de pessoas ocupadas ou que anteriormente já tinham sido ocupadas estavam associadas a algum sindicato, o menor porcentual da série histórica, iniciada em 2012. A fatia de sindicalizados passou de 13,6% em 2012 para 13,4% em 2014, recuando a 12,1% em 2016.

"Houve uma queda dessa proporção de filiados a sindicatos ao longo do tempo", ressaltou Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Segundo Adriana, a redução mais aguda na sindicalização entre 2014 e 2016 está associada à extinção de vagas no mercado de trabalho.

"Uma das atividades que mais dispensou foi a indústria, que tem uma ocupação muito masculina e sindicalização alta", completou a pesquisadora.

Preferência. A sindicalização ainda é maior entre homens (13,1%) do que entre mulheres (11,2%), mas essa distância já foi maior em anos anteriores. Em 2012, 15,3% dos homens eram sindicalizados, contra apenas 11,9% das mulheres. Em 2014, essa fatia baixou para 14,8% dos homens e manteve-se em 11,9% para as mulheres.

As atividades com maior porcentual de sindicalizados foram educação, saúde, humanas e serviços sociais (concentrando 18,5% de todos os sindicalizados), indústria (15,2%), agricultura (15,1%), comércio (13,4%) e serviços prestados a empresas (12,8%).

A pesquisa também identificou redução no total de filiados a cooperativas. Apesar do aumento de 11,3% no total de pessoas ocupadas como empregadores ou trabalhadores por conta própria entre 2012 e 2016, houve redução no porcentual de associados a cooperativas de trabalho ou produção, que recuou de 6,4% em 2012 para 5,9% em 2016.

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