1. Usuário
E&N
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

IBGE assume presidência da Comissão de Estatística da ONU até 2018

- Atualizado: 08 Março 2016 | 18h 43

A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, é a primeira mulher latino-americana a ocupar o cargo

A presidente do IBGE, Wasmália Bivar

A presidente do IBGE, Wasmália Bivar

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) assumiu nesta terça-feira a presidência da Comissão de Estatística da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o anúncio, realizado na sede da ONU, em Nova York, o Brasil lidera pela primeira vez a comissão, que existe há mais de 50 anos. A presidente do instituto, Wasmália Bivar, torna-se ainda a primeira mulher latino-americana a ocupar a presidência da comissão da ONU.

"O que demonstramos é que o Brasil tem possivelmente um dos melhores sistemas de informação do mundo", definiu Wasmália, sobre a conquista.

A comissão é encarregada das principais discussões estatísticas travadas no âmbito das Nações Unidas, envolvendo temas como Censos Demográficos e Sistemas de Contas Nacionais, além de estatísticas sobre direitos humanos, ambientais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), lembrou o IBGE.

O mandato brasileiro terá duração de dois anos. A eleição do Brasil para a presidência, determinada pelos 24 países-membros, foi anunciada durante a abertura da 47ª Sessão da comissão, da qual participaram Wasmália e o diretor de Pesquisas do IBGE, Roberto Olinto.

"Acredito que todos os 'ibgeanos' estão se sentindo bastante orgulhosos. É o trabalho do dia a dia que está sendo reconhecido. Esse reconhecimento pode até vir em forma de melhorias das nossas necessidades orçamentárias e salariais, mas é muito importante esse reconhecimento técnico. Hoje estamos felizes de fazermos parte dessa instituição tão respeitada", declarou a presidente do IBGE.

A comissão ajuda o Conselho Econômico e Social da ONU a promover o desenvolvimento das estatísticas nacionais dos países e a melhorar a comparabilidade internacional, além de coordenar o trabalho das agências especializadas e aconselhar os órgãos da própria ONU sobre questões relacionadas à coleta, análise e disseminação de informações estatísticas. 

O instituto lembrou que assume a presidência da comissão justamente quando o IBGE completa 80 anos de existência. 

Ao mesmo tempo, o IBGE luta para adequar suas atividades às restrições orçamentárias, em meio ao ajuste fiscal, e às dificuldades de repor o quadro de servidores que se aposentam. Os cortes determinados pelo Ministério do Planejamento culminaram com o cancelamento da contagem populacional, que deveria acontecer este ano. O levantamento consumiria cerca de R$ 2,6 bilhões. A última contagem da população brasileira foi realizada no Censo de 2010. A próxima ocorrerá apenas em 2020.

"Em nenhum momento a imagem do instituto foi abalada. Se em algum momento faltaram recursos para algumas atividades, isso não tem relação nem com a imagem nem com a competência técnica do instituto, que continua sendo extremamente respeitado. Hoje (a eleição do Brasil para a presidência da comissão) é a comprovação mais cabal disso", concluiu Wasmália.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EconomiaX