GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

Bolsa sobe 0,90% após BC não descartar novo corte de juros

B3 operou durante toda o dia em alta e com baixo grau de oscilação; Ibovespa fechou acima dos 84 mil pontos

O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2018 | 19h15

Sem uma grande fato econômico pelo mundo nesta quinta-feira, 15, a Bolsa de São Paulo, B3, operou durante toda o dia em alta e com baixo grau de oscilação. O índice com as principais ações negociadas no mercado, o Ibovespa, abriu com valorização, teve impulso com o início das negociações nas bolsas de Wall Street para, na parte da tarde, flutuar ao redor de 1%. Fechou o dia com ganhos de 0,90%, aos 84.290,56 pontos, voltando a superar o nível de 10% de ganhos no acumulado deste ano. O giro financeiro do pregão, ou seja, o volume de dinheiro negociado entre compra e venda de papéis, chegou a R$ 11,1 bilhões.

Ibovespa tem maior alta global em 2018

De acordo com Thiago Figueiredo, gestor da Horus GGR, a alta registrada nesta quinta, mesmo que bem mais contida que na quarta-feira, está ligada mais aos fundamentos econômicos do País do que às notícias pelo mundo. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), mais suave e indicando ainda haver espaço para mais um corte na taxa básica de juros na reunião de março, também ajudou no movimento positivo do mercado financeiro.

Quase no fim da sessão, nem mesmo a acelerada do ritmo de alta dos preços do petróleo no mercado internacional, com impacto direto sobre as ações da Petrobrás, uma das principais empresas da Bolsa, e dos índices em Nova York, como Dow Jones e Nasdaq, foi capaz de acelerar o Ibovespa. 

Os papéis da petroleira brasileira fecharam em alta de 1,72%, para ações ordinárias, e 0,78%, para  as preferenciais. Entre as blue chips, aquelas campeãs em giro financeiro, ganha destaque Vale ON, que terminou o pregão com valorização de 3,24%, mesmo após ter subido quase 6% ontem.

Para Thiago Figueiredo, os fundos de investimento brasileiros estão ingressando na renda variável ao mesmo tempo em que o fluxo de não-residentes diminui. "O estrangeiro está devolvendo ao longo de fevereiro a forte entrada que vimos no primeiro mês de 2018."

De acordo com a B3, os investidores estrangeiros retiraram R$ 905,934 milhões no pregão da última sexta-feira, 9. Com o resultado, em fevereiro o fluxo estrangeiro já está negativo em R$ 4,324 bilhões, após o sexto pregão consecutivo de retiradas. Em 2018, o saldo está positivo em R$ 5,225 bilhões.

Segundo Ariovaldo dos Santos, gerente da mesa de renda variável da H.Commcor, a melhora do bom humor externo contribui para a continuidade dos ganhos na sessão desta quinta. "Voltamos para perto dos preços do pico", lembrou. No dia 26 de janeiro, o Ibovespa fechou aos 85.530,83 pontos, com alta de 2,21%.

 

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