Suamy Beydoun/AGIF - 31/3/2017
Suamy Beydoun/AGIF - 31/3/2017

Mercado ‘ignora’ anúncio do governo

Ibovespa fecha estável com alta de 0,28%; na semana, índice subiu 4,48%; dólar terminou cotado a R$ 3,2256

Simone Cavalcanti e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 19h12

O anúncio da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro teve bem pouco efeito no mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de São Paulo, operou praticamente estável. O indicador encerrou a sessão em alta de 0,28%, aos 84.524,57 mil pontos. Na semana, que para a Bolsa só teve três dias, os ganhos chegaram a 4,48% e, no ano, a 10,63%.

Para analistas, o principal efeito para o mercado da intervenção no Rio, que seria a suspensão da reforma da Previdência, já estava “precificada” pelos investidores – ou seja, ninguém mais apostava que a reforma pudesse realmente ser aprovada este ano. Por isso, a notícia praticamente não foi sentida na Bolsa. Além disso, o bom humor do mercado externo e as boas perspectivas dos investidores com relação ao crescimento global e doméstico limitaram os efeitos do anúncio.

Câmbio. No mercado de câmbio, o dólar terminou o dia cotado a R$ 3,2256, uma queda de 0,12% em relação ao real. Na semana, a moeda americana acumulou um recuo de 2,12%.

++ Com a intervenção, como fica a reforma da Previdência?

Para Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair Corretora, apesar do noticiário mais intenso, o anúncio da intervenção não teve grande efeito nas cotações. “A evidência de que o cenário político não chegou a influenciar os negócios foi o desempenho da Bolsa, que não trouxe sobressaltos. É um termômetro que permaneceu tranquilo”, afirmou.

Já para Durval Corrêa, operador da Multimoney, as incertezas em relação à tramitação da reforma da Previdência na próxima semana abriram terreno para alguma especulação. “O mercado não acredita mais em avanço da reforma este mês, mas ainda especula sobre esse assunto.”

++ ‘O mais humilde não foi convencido de que a reforma não o atinge’

Risco país. O risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS), um derivativo que funciona como uma espécie de seguro contra o calote da dívida de um país, caiu abaixo do patamar de 150 pontos nesta sexta-feira, 16, negociado a 148,64 pontos, considerando o contrato de cinco anos. Esse é o menor nível desde o fim de janeiro. Na quinta-feira, 15, o papel fechou em 153,30 pontos, segundo cotações do instituto Markit. Apenas nesta semana, a taxa do contrato despencou 22 pontos.

Na segunda-feira, 12, o CDS de cinco anos do Brasil era negociado a 171 pontos, e fechou a sexta-feira,9, antes do carnaval, em 176 pontos. / COLABOROU ALTAMIRO SILVA JUNIOR

++ Governo libera R$ 2 bi às vésperas da Previdência

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