Dario Oliveira|Estadão
Dario Oliveira|Estadão

Ibovespa sobe 1,75% e chega à 2ª máxima histórica de fechamento

Marca do pregão desta quarta-feira, de 73.412 pontos, só fica atrás dos 73.516 pontos alcançados em maio de 2008

Reuters

06 Setembro 2017 | 18h03

O Ibovespa, índice com as ações mais negociadas na Bolsa, fechou o pregão desta quarta-feira, 6, com alta de 1,75%, a 73.412 pontos. É o segundo maior fechamento histórico do indicador, atrás somente da máxima alcançada em 20 de maio de 2008 (73.516 pontos). A máxima intradia (durante o pregão, antes do fechamento) também reside em maio de 2008, quando o índice chegou a 73.920 pontos.

A tendência positiva no mercado de ações se deve a um cenário político mais tranquilo após o Congresso Nacional ter aprovado nesta terça-feira, 5, as novas metas fiscais para 2017 e 2018 e a proposta de criação da Taxa de Longo Prazo (TLP).

O giro financeiro somou R$ 11,08 bilhões, acima da média diária vista nos primeiros dias de setembro, de 8,78 bilhões de reais.

“O governo passando as reformas e com a ideia de que a economia começa a reagir, as coisas vão acontecendo e o mercado fica com um clima positivo”, disse o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos.

Os avanços no Legislativo somaram-se ao tom otimista iniciado na véspera, com a visão de fortalecimento do governo do presidente Michel Temer, diante da chance de anulação de acordo de delação de executivos da J&F, holding da JBS.

O mercado já esperava que a Bolsa rompesse máximas históricas, mas ainda há dúvidas sobre a manutenção da tendência de alta acentuada. Enquanto parte dos agentes de mercado avalia que o cenário favorável continuará se sobrepondo por períodos mais longos, ainda há quem veja mais riscos, especialmente vindos do exterior.

O quadro político já vinha dando respaldo ao mercado de renda variável, com o impulso mais recente surgindo após o anúncio de planos de privatização da Eletrobrás. Este cenário foi beneficiado ainda mais nesta sessão após o pedido de análise feito pelo Ministério da Fazenda ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possibilidade de o governo abrir mão do direito de veto, o chamado “golden share”, sobre certas decisões estratégicas em algumas empresas que serão ou foram privatizadas.

O bom humor no pregão desta quarta-feira, 6, ainda foi amparado pela de uma desaceleração da inflação mais forte do que o esperado, o que corrobora a expectativa pelo corte de um ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Banco Central que termina também nesta quarta-feira. Em 12 meses até agosto, o IPCA teve alta de 2,46%, o menor patamar desde fevereiro de 1999, e abaixo das estimativas em pesquisa Reuters, de inflação de 2,6%.

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