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Indústria cai pelo 21º mês consecutivo

Alguns fatos excepcionais, como a greve dos petroleiros e o desastre ambiental provocado pelo rompimento de barragens de rejeitos de minério de ferro da Samarco em Mariana (MG), influenciaram o desempenho da produção industrial em novembro, que caiu 2,4% em relação a outubro. Contudo, os principais fatores negativos continuam sendo a retração das indústrias automotiva e de bens de capital, como consequência da queda do consumo interno e da falta de investimentos.

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09 Janeiro 2016 | 02h55

Em declínio por 21 meses consecutivos, a produção da indústria instalada no País parece não ter chegado ainda ao fundo do poço. Em comparação com o mesmo mês de 2014, a queda foi de 12,4%. Tomando novembro isoladamente, foi o pior resultado para o mês da série iniciada em 2003.

O desempenho foi ainda pior do que antecipado pelos analistas, que previam uma queda em novembro, mas não tão pronunciada. O resultado foi impactado pela greve de petroleiros, que afetou não só a produção de petróleo em bruto, mas também de derivados e biocombustíveis (recuo de 7,8% em novembro, diante de outubro).

A indústria extrativa mineral também foi prejudicada pelo acidente de Mariana, comprometendo a produção de minério de ferro, tanto em bruto como peletizado, importante item das exportações brasileiras. Convém notar que as mineradoras vinham aumentando o volume de suas vendas externas como forma de compensar, em parte, a queda dos preços da commodity no mercado internacional.

Já com relação à indústria automotiva, houve uma alta de 1,3% na produção de veículos em novembro em relação a outubro, mas essa evolução não chegou a ser vista como auspiciosa, pois nem mesmo compensou a queda verificada no mês anterior (3,1%). Em relação a novembro de 2014, a produção do setor automotivo acumula um recuo de 35,3%, atingindo toda a linha.

O setor de bens de capital, que retrata como nenhum outro a crise da indústria, teve queda um pouco menor (31,2%) em novembro em relação ao mesmo mês de 2014. No acumulado do ano, a queda é de 24,1%.

Dos 24 setores industriais analisados, só 10 tiveram crescimento em novembro em comparação com outubro, como metalurgia (1,4%) e bebidas (também 1,4%). São taxas minúsculas, mas ainda assim, como previnem os analistas, o crescimento se verificou porque a base de comparação é muito baixa.

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