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Indústria de veículos sem espaço para retomada

O Estado de S.Paulo

07 Junho 2014 | 02h 02

A produção e as vendas do setor automobilístico foram fracas, tanto em maio como nos primeiros cinco meses do ano - e parece haver pouco espaço para uma retomada. Com duas exceções (os aumentos, em relação a abril, da produção de autoveículos, de 1,4%, e das vendas internas no atacado de máquinas agrícolas e rodoviárias, também de 1,4%), os dados de maio divulgados pela associação das montadoras (Anfavea) são todos negativos, em graus diferentes.

O recuo mensal da produção foi de 18% e de 13,3% no período de janeiro a maio de 2013 e 2014. Na comparação entre os últimos 12 meses, o porcentual positivo de 3,4%, em março, vai para o campo negativo (-1,1%, em abril, e -4,4%, em maio). Acentuou-se a tendência de queda.

Se o comportamento dos licenciamentos de veículos (ou seja, das vendas) foi menos negativo - declínio de 7,2% entre maio de 2013 e maio de 2014 e de 5,5% na comparação entre os primeiros meses de cada ano -, isto se deve à queda mais lenta das vendas de importados, que cresceram levemente entre maio de 2013 e maio de 2014. A exportação caiu 2,6% no mês e 19,7% no ano.

O corte, no mês, de 2.443 postos de trabalho (de 4.374, em 12 meses, e de 4,7 mil, neste ano) revela a situação das montadoras. Programas de demissão voluntária nas fábricas são lançados quando a antecipação de férias já não basta para equilibrar oferta e demanda e os estoques crescem (cerca de 400 mil unidades).

O risco de desemprego é o argumento de que dispõem as montadoras para pleitear a manutenção dos incentivos do IPI, válidos até o fim do mês. Mas o presidente da Anfavea, Luiz Moan, e o ministro Guido Mantega foram comedidos ao tratar do assunto, nos últimos dias. Mantega disse que o setor "pode caminhar com as próprias pernas". E não há dúvidas a esse respeito.

As vendas de veículos dependem de crédito a juros módicos. A queda da Selic, em 2012, derrubou a menos de 20% o custo anual do crédito bancário a veículos, mas em dezembro de 2013 esse custo já era de 21,7% e foi a 23,5% em abril, segundo a associação de executivos de finanças (Anefac). O juro menor empurrou o setor para vendas de 3,92 milhões de autoveículos entre junho de 2012 e maio de 2013, mas o número caiu para 3,69 milhões, no mês passado.

Com o arrefecimento da economia e do poder de compra do salário, as famílias têm menos renda disponível para consumir. Preferem - o que é óbvio - pagar a prestação da casa própria.

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