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Economia

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Indústria puxa queda no consumo de energia elétrica em novembro

Queda geral do consumo foi de 4,4%; resultado foi puxado pela retração de 8,9% na demanda do setor industrial

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Antonio Pita,
O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2016 | 08h26

RIO - O consumo de energia no País caiu 4,4% em novembro, registrando a maior queda mensal em 2015 e refletindo a desaceleração econômica e o efeito do forte reajuste tarifário ao longo do ano passado. O segmento que registrou a maior queda foi a indústria, com recuo de 8,9% em novembro, frente o mesmo mês do ano anterior, conforme balanço divulgado ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Todos os dez segmentos industriais registraram queda no consumo pela primeira vez no ano, sinalizando a extensão da crise econômica sobre a produção do setor.

Na indústria, as principais quedas foram observadas nas regiões Sudeste (-10%) e Nordeste (-12,9%), com destaque para o segmento de extração de minerais metálicos. No Espírito Santo, a atividade reduziu o consumo de energia em mais de 40% em novembro. Em Minas Gerais, a redução ficou em 0,7%. De acordo com a EPE, a queda deve-se principalmente ao desastre ambiental de Mariana, com o rompimento da barragem da mineradora Samarco, uma parceria entre a Vale e a BHP.

A empresa que acompanha o consumo de energia no País também destacou que a queda no setor extrativista está relacionada ao “mercado interno enfraquecido, principalmente dos principais demandantes de aço do País, que incluem a indústria automobilística, de bens de capital, eletrodomésticos e construção civil”.

Os demais segmentos também registraram recordes negativos de consumo. Na categoria residencial, houve queda de 2,2% – o maior recuo para o mês nos últimos 12 anos. No consumo comercial, a retração chegou a 2,6%, a pior retração do ano.

Ao todo, o consumo de energia no País totalizou 39.128 GWh em novembro, segundo a EPE. Considerado o consumo total de energia, as principais regiões em queda foram o Sul, com 11,1%, e o Sudeste, com retração de 2,4% no consumo de energia. Na contramão, as regiões Norte (8,4%), Nordeste (0,9%) e Centro-Oeste (0,6%) registraram alta no consumo.

Residências. A queda no consumo de energia doméstica foi a sétima consecutiva registrada no ano passado. O resultado foi puxado, sobretudo, pelas regiões Sudeste e Sul, com tiveram retrações de demanda de 4,8% e 9,4%, respectivamente. No Nordeste, o consumo cresceu 0,7% em novembro. Já as regiões Norte (17%) e Centro Oeste (4,5%) também registraram altas, devido às altas temperaturas no período e também por causa da expansão da base de consumidores.

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