Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Inflação das 20 maiores economias do mundo cai pelo quarto mês seguido

A inflação de todas as economias desenvolvidas também caiu em maio e atingiu seu nível mais baixo neste ano

O Estado de S.Paulo

05 Julho 2017 | 13h31

A inflação no G-20, grupo que reúne os países que representam a maior parte da atividade econômica mundial, caiu pelo quarto mês consecutivo, em maio, para seu menor nível desde agosto de 2016, segundo informou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na terça-feira, 4.

Dados divulgados pela agência de pesquisa também mostraram que a inflação em todas as economias desenvolvidas caiu pelo terceiro mês consecutivo em maio e para seu nível mais baixo registrado neste ano.

A queda das taxas de inflação em todo o mundo acontece quando alguns importantes bancos centrais começam a contemplar a retirada das medidas de estímulos que foram implementados desde a crise financeira.

Em declarações feitas na última semana, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, o do Banco de Inglaterra, Mark Carney, e do Banco do Canadá, Stephen Poloz, sinalizaram que em breve chegará o momento de considerar uma redução de seu estímulo ao crescimento econômico.

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Dos três, apenas Carney está enfrentando uma taxa de inflação acima da meta de 2% - que é compartilhada pela maioria das autoridades monetárias nos países desenvolvidos. Embora no Reino Unido a inflação tenha avançado de 2,7% em abril para 2,9% em maio, no Canadá ela caiu de 1,6% para 1,3%, e na zona do euro recuou de 1,9% para 1,4%.

A inflação também perdeu força nos EUA, e um dirigente do Federal Reserve advertiu que falar de políticas futuras mais apertadas pode ser uma das causas do enfraquecimento das expectativas de futuros aumentos nos preços.

Grande parte da volatilidade da inflação nos últimos anos deveu-se aos preços da energia, que tiveram um papel semelhante em 2017. Excluindo os preços da energia e dos alimentos, a taxa básica de inflação na OCDE caiu num ritmo mais moderado em maio, de 1,9% para 1,8%. 

Embora os economistas esperem uma aceleração no crescimento econômico mundial neste ano, após um decepcionante 2016, ainda falta um ingrediente para uma taxa de inflação sustentada em torno da meta de 2% dos bancos centrais dos países desenvolvidos: uma aceleração nos salários.

Os bancos centrais estão intrigados com o ritmo lento dos aumentos de salários, tendo em vista declínios contínuos nas taxas de desemprego. Mas eles acreditam que o crescimento econômico acabará por eliminar o hiato entre o que suas economias podem produzir e o que estão produzindo agora, elevando os salários e os preços. / DOW JONES NEWSWIRE

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