FELIPE RAU|ESTADÃO
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Inflação de fevereiro fica em 0,32%, menor resultado para o mês desde 2000, aponta IBGE

Gastos com educação elevaram o IPCA do mês, que registrou alta de 0,32%, ante um avanço de 0,29% em janeiro; o grupo de alimentos e bebidas contribui para conter o avanço no índice no mês

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

09 Março 2018 | 09h08

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro acelerou 0,32% na comparação com a alta de 0,29% registrada em janeiro, de acordo com dados divulgado nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço, o indicador registrou a menor taxa para o mês desde 2000 (0,13%). 

Nos dois primeiros meses de 2018, o IPCA acumula alta de 0,61%, menor percentual para o período desde a implantação do Plano Real em 1994. No acumulado de 12 meses, o indicador registra avanço de 2,84%, sendo o menor resultado desde 1999. 

Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirmou que as taxas de inflação em patamares baixos refletem as quedas nos preços de alimentos. 

Os gastos com alimentação e bebidas recuaram 0,33%, ajudando a conter a inflação em 0,08 ponto porcentual. De acordo com Gonçalves, o efeito da demanda sobre a inflação é mais espalhado e difícil de medir.

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"O índice de desemprego ainda está alto, mesmo com as pessoas começando a se recolocar no mercado via informalidade. A renda está começando a se recompor, mas ainda é tímida a recuperação. O que fica mais evidente de perceber é o efeito da deflação de alimentos durante vários meses ao longo de 2017", avaliou o gerente do IBGE.

Em fevereiro, o grupo Educação, com alta de 3,89% e impacto de 0,19 p.p., dominou o IPCA, sendo responsável por 59% dele. Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 25% das despesas das famílias apresentou queda de 0,33%, contribuindo para conter o índice, com seu impacto de -0,08 p.p.

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A alta no grupo Educação reflete os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, em especial os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, cujos valores subiram 5,23%, gerando o mais elevado impacto individual sobre o índice do mês (0,16 p.p.). Nos 12 meses encerrados em fevereiro, os alimentos consumidos em casa acumulam uma queda de 3,81%. Já a alimentação fora do domicílio acumula avanço de 3,25%.

 

 

 

 

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