Inflação em SP estável em agosto; famílias pobres se beneficiam mais

O Índice do Custo de Vida (ICV) na capital paulista ficou estável em agosto, segundo divulgou hoje o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As famílias mais pobres foram as mais beneficiadas. Para as famílias com renda média de R$ 377,49, houve deflação de 0,29% no mês passado ante a estabilidade apurada pela instituição para a média dos consumidores da capital paulista. No estrato intermediário, que é composto por famílias com rendimento médio de R$ 934,17, a variação também ficou negativa, mas com menos aprofundamento, em -0,14%. Já entre as famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.792,90, a taxa foi positiva em 0,13%. No ano, o ICV-Dieese acumula uma inflação de 2,62% e nos últimos 12 meses, de 4,89%. "Os resultados por estrato de renda, tanto no ano como o em 12 meses, apontam uma correlação positiva com a renda familiar", analisaram os técnicos do Dieese em nota. Desta forma, as taxas por estrato acumulam os seguintes valores este ano: estrato 1 (mais pobres), 2,15%; estrato 2 (intermediário), 2,19%; e estrato 3 (maior poder aquisitivo), 2,94%. Nos últimos 12 meses, a taxa subiu 3,65%, para o estrato 1; 4,26%, para o estrato 2 e 5,47%, para o 3. Inflação em agosto De acordo com os analistas da instituição, a estabilidade da inflação em agosto é resultado da combinação dos aumentos e das quedas de preços associadas aos pesos dentro do orçamento familiar. Dos dez grupos pesquisados pelo ICV-Dieese, cinco tiveram aumento e cinco redução. Os grupos com taxas positivas apresentaram um reajuste médio de 0,70% e correspondem a 42,53% dos gastos familiares, o que fez com que contribuíssem com 0,30 ponto percentual (pp) no índice final. Já os grupos com deflação registraram uma variação média de -0,52% e pesam 57,47% no orçamento doméstico resultando em uma contribuição negativa também de -0,30 ponto porcentual. "A combinação destas contribuições resultou em taxa zero neste mês de agosto", disseram os profissionais do Dieese na nota. As retrações mais significativas ocorreram para Alimentação (-0,85%) e Habitação (-0,25%), enquanto as maiores taxas positivas foram apuradas em Saúde (1,01%) e Transportes (0,58%).

Agencia Estado,

06 Setembro 2005 | 12h09

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