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Inflação termina 2013 mais resistente do que se esperava, diz Tombini

Célia Froufe, da Agência Estado

10 Janeiro 2014 | 12h 33

Presidente atribuiu o IPCA acima do esperado ao câmbio, ao mercado de trabalho aquecido e às pressões dos transportes

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, admitiu nesta sexta-feira, 10, por meio de nota, que a inflação ao consumidor medida pelo IPCA no ano passado mostrou resistência "ligeiramente acima daquela que se antecipava". O índice divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 10, encerrou 2013 em 5,91%.

"Essa resistência da inflação, em grande medida, se deveu à depreciação cambial ocorrida nos últimos semestres, a custos originados no mercado de trabalho, além de recentes pressões no setor de transportes", citou o presidente.

Tombini ressaltou na nota, porém, que apesar da elevação ante os 5,84% observados em 2012, a inflação se posicionou dentro do intervalo de tolerância fixado para o ano. O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou uma meta de 4,5% para 2013, com intervalos de tolerância de 2 pontos porcentuais para cima e para baixo.

O presidente do BC só se pronuncia por meio de comunicado sobre o tema porque está no chamado "quiet period" por conta da proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para a próxima quarta-feira, 15.

Depois do resultado da inflação de dezembro e do dado fechado do ano, cresceu no mercado de juros a chance de alta de 0,5 ponto porcentual na Selic este mês.

Se for confirmada, a taxa básica Selic passará para 10,50% ao ano.