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Intenção de compra das famílias começa ano com alta de 1,3%

- Atualizado: 20 Janeiro 2016 | 08h 02

Indicador, no entanto, ainda está abaixo dos 100 pontos, indicando momento de demanda desfavorável

Insegurança em relação ao emprego faz famílias postergarem compras

Insegurança em relação ao emprego faz famílias postergarem compras

RIO - Após atingir a mínima histórica diversas vezes ao longo de 2015, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) começou o ano de 2016 em alta, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em janeiro, o índice subiu 1,3% em relação a dezembro, para 77,5 pontos, em um movimento generalizado entre as faixas de renda.

“A alta do índice foi influenciada pela melhora nas expectativas para os próximos meses, levando a um aumento da confiança em janeiro. Esse movimento, típico de início de ano, foi puxado principalmente pelos componentes relacionados às perspectivas profissionais e de consumo”, explicou a economista Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

Todos os sete componentes da pesquisa melhoraram em relação a dezembro, com destaque para a perspectiva profissional. Segundo a entidade, as expectativas sobre o mercado de trabalho melhoraram 1,5% na passagem do mês. A perspectiva de consumo futuro, por sua vez, avançou 3,3%, enquanto o nível de consumo atual subiu 1,4%.

Queda anual. No entanto, a ICF permanece abaixo do patamar neutro de 100 pontos. Isso indica que o momento da demanda é desfavorável e que as famílias permanecem insatisfeitas.

Juliana lembrou que a intenção de consumo ainda está em nível bastante baixo em termos históricos. Além disso, uma fatia considerável das famílias segue apontando fatores negativos como insegurança no emprego e pouco apetite para adquirir bens duráveis.

Em relação a janeiro de 2015, a intenção de consumo piorou 35,3%. Nesse tipo de confronto, todos os componentes da pesquisa registraram queda. A maior delas foi no quesito momento para a compra de bens duráveis, com recuo de 50,1% no período. Segundo a CNC, 72,9% das famílias consideram o momento desfavorável para a aquisição de bens de consumo duráveis.

O nível de consumo atual é o segundo pior quesito, com queda de 45,1% em relação ao janeiro do ano passado.

Segundo a CNC, o cenário atual e os meses anteriores foram marcados pela deterioração do mercado de trabalho e a consequente desaceleração na atividade do comércio. Com isso, a entidade espera retração de 3,7% nas vendas em 2016, após queda de 4,0% em 2015.

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